A era das mulheres é a era da compaixão
  • ARTIGOS

A era das mulheres é a era da compaixão

É característica das mulheres agir com sabedoria e cultivar o coração puro. Isso revigora as relações humanas e transforma as épocas

Em 1991 e 1992, dois Prêmio Nobel da Paz foram concedidos a mulheres que se destacaram lutando pela causa dos direitos humanos.


A vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1991 foi a líder pró-democracia da Birmânia [atual Myanmar], Aung San Suu Kyi, enquanto que a vencedora deste ano [1992] foi Rigoberta Menchu, da Guatemala, que tem empreendido uma contínua batalha pelos direitos dos povos indígenas.


Em diálogo com a Divisão Feminina de Jovens, em 1992, o Dr. Ikeda comenta:


A "era das mulheres" é também uma "era dos direitos humanos" - uma época em que o oprimido levanta-se para oferecer resistência. Orei sinceramente pela libertação de Aung San Suu Kyi.


[Antes de ser presa em 1990] Suu Kyi era uma crítica veemente das autoridades governamentais opressivas que opunham-se ao movimento pró-democracia. As autoridades declaravam que a democracia não se adaptava às tradições do país e que era um elemento indesejável importado do ocidente.


A líder da pró-democracia de Myanmar, Aung San Suu Kyi ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 1991

A líder pró-democracia contra-atacou com o seguinte argumento: A tradição birmanesa baseia-se no budismo – um ensinamento que deposita o mais elevado valor nos direitos humanos. O buda Shakyamuni ensina que a vida de cada indivíduo é infinitamente preciosa, e, portanto, a violência e a perseguição constituem uma total rejeição aos ensinamentos do Buda.


Desta forma, em essência, ela assegurava que o budismo é acima de tudo uma filosofia que defende a democracia.


Pelo fato de o budismo de Nichiren Daishonin ser a quintessência do budismo Mahayana, seus ensinamentos mostram o mais elevado respeito pelos direitos humanos e pela dignidade da vida humana.


A corrupção advém do medo

Suu Kyi é da opinião de que o poder corrompe, mas que é assim devido ao medo. A autoridade, diz ela, estremece ao pensar em perder o poder, enquanto que aqueles que se submetem à autoridade temem ser punidos.


Podemos supor então que, uma vez que a corrupção deriva do medo, mesmo um pequeno passo corajoso pode iniciar uma grande limpeza ou purificação.


Seja como for, meu único desejo é que todas as mulheres tornem-se felizes. Tenham coragem para serem felizes – coragem para se manterem leais às convicções de uma pessoa, coragem para não serem derrotadas pelas fraquezas e negatividade, coragem para tomar ações rápidas para ajudar aqueles que estão sofrendo.


É por meio destes esforços diários que a verdadeira beleza de vocês irá reluzir ainda mais.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 1.206, 9 jan. 1993, p. 3
TAGS:ARTIGOS

• comentários •

;