A fé é uma fonte de força ilimitada
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A fé é uma fonte de força ilimitada

A fé nos dá forças para viver, vencer e ser feliz

Com base no discurso do líder da SGI, Daisaku Ikeda, proferido na Conferência Executiva da SGI de Hong Kong e Macau, realizada no Grande Centro Cultural de Hong Kong no dia 4 de dezembro de 2000.


Uma canção de alegria, uma dança de celebração!

A fé é uma fonte de força ilimitada.

Muitas religiões perderam de vista a intenção do fundador, tornando-se instrumentos de poder e sendo exploradas pelo clero corrupto. E tornaram-se até mesmo a causa de guerra e de conflitos.


Mas o propósito original da religião era ser o solo de onde florescem a cultura e a civilização.

A Lei Mística é uma fonte de felicidade. Com a fé na Lei Mística, brota dentro de nós a força para viver, para crescer, para vencer e triunfar sobre o destino.


No Ocidente, a palavra cultura origina-se do verbo “cultivar”. A religião cultiva a vida, e uma vida ricamente cultivada desabrocha com a canção da alegria, com a dança da celebração. Esta é a verdadeira cultura: um hino à humanidade. Também observamos essa alegria na arte budista.


O budismo não utiliza os seres humanos como meios para um fim, mas ensina que os seres humanos devem levantar-se com coragem, dominar a si próprios e então compartilhar sua alegria com os outros.


Os avanços científicos são importantes. O governo, a economia e a educação também são naturalmente importantes. Mas o que é mais importante e fundamental que tudo isso? É a vida. A transformação da vida de cada indivíduo é a base de tudo. Shakyamuni nos ensinou isso, e Nichiren Daishonin também.


Daishonin revelou a Lei que permeia o cosmos e a vida. Ele deixou para todas as pessoas o caminho para encontrarem a felicidade e a paz e para conduzirem uma vida cheia de amor e benevolência. Esta lei insuperável é a Lei Mística, e todos vocês que a abraçaram são tesouros do mundo.


A lei budista de causa e efeito é rigorosa. Quero que todos tenham a convicção de que aqueles que dedicam a vida à Lei Mística serão pessoas saudáveis, ricas e belas, tanto de corpo como de espírito, existência após existência, e, como grandes líderes, contribuirão para a sociedade, conquistarão o respeito e a admiração das pessoas e desfrutarão uma vida de suprema realização.


Como as flores, como a lua

O professor associado da Universidade Harvard, Charles Hallisey, utilizou meu livro O Buda Vivo como matéria de uma de suas aulas sobre budismo nessa universidade americana. Ele disse considerar o conceito de revolução humana como uma expressão moderna da doutrina dos três mil mundos num único momento da vida (ichinen sanzen, em jap.) do mestre budista chinês Tiantai — em outras palavras, que uma mudança em um único pensamento, ou instante da vida, conduz à mudança em todos os aspectos da vida.


Em uma de suas cartas para celebrar o Ano-Novo, Daishonin escreveu:

“Assim como as flores se abrem e dão frutos, assim como a lua aparece e invariavelmente fica cheia, assim como uma lamparina torna-se mais brilhante ao receber mais óleo, e como as plantas e árvores florescem com a chuva, assim os seres humanos jamais deixarão de prosperar quando fizerem boas causas”.


Shakyamuni [o Buda] disse: “O perfume dos virtuosos não se perde com o vento; a fragrância das pessoas honestas perfuma todas as direções.”2 Em outras palavras, a grandiosa flor do caráter e da integridade vence todos os ventos desfavoráveis e espalha a fragrância da humanidade a todos os quatro cantos da Terra. A fé de uma pessoa é evidente na radiância de seu caráter.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 1.595, 17 mar. 2001, p. A3
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Notas:


1. Arnold Toynbee e Daisaku Ikeda, Choose Life: A Dialogue (Escolha a Vida). Londres, Oxford University Press, 1976, p. 350.

2. Thomas Cleary, The Dhammapada: Sayings of Buddha (Dhammapada: Palavras do Buda). Traduzido do original em páli por Thomas Cleary. Nova York, Bantam Books, 1994, p. 22.

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