A lei budista é o “meio secreto” para vencer o sentimento de abandono
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A lei budista é o “meio secreto” para vencer o sentimento de abandono

Quem abraça a Lei Mística vence porque transforma adversidades em algo positivo

Com base no discurso proferido na 44ª Reunião de Líderes de Regional da Soka Gakkai, realizada em conjunto com a Convenção de Tóquio no Auditório Memorial Makiguti em Hatioji, Tóquio, no dia 9 de dezembro de 2004. Após a reunião, foi realizada a entrega de uma escultura em cera retratando o premiê chinês Zhou Enlai e o presidente Ikeda em seu histórico encontro ocorrido em dezembro de 1974, pelo Escritório Municipal de Cultura de Tianjin e pela Oficina de Pintura e Escultura Zhang em Argila, em Tianjin, China.


Conforme o poeta e romancista inglês Thomas Hardy (1840–1928) observou: “Vejo que a maldição da vida começa, / com o abandono.”1 A vida pode tornar-se opressiva e dolorosa se deixarmos que nossa energia vital diminua a ponto de ficarmos imobilizados, incapazes de reunir energia para tentar vencer os vários obstáculos.


A Lei Mística nos capacita a extrair do fundo de nosso ser a condição de vida do estado de buda — a maior coragem e a mais forte energia vital que existe. Os budas não estão destinados à infelicidade nem à derrota. As pessoas que abraçam a Lei Mística podem, com certeza, transformar todos os tipos de adversidade em algo positivo — transformar o veneno em remédio — independentemente dos problemas pelos quais estejam passando, de sua situação pessoal ou das dificuldades que aparecerem.


O “fusível” que liga o processo da transformação positiva compreende a fé na Lei Mística, o desenvolvimento pessoal por meio do empenho como discípulo que segue os ensinamentos do mestre e o incentivo e o apoio recebido dos praticantes. Consequentemente, uma vez que nós da SGI possuímos esses ingredientes secretos para a felicidade, não podemos deixar de vencer na batalha da vida. Espero que todos vivam com total convicção.


Foi publicado em japonês meu diálogo com o ex-astronauta russo Alexander Serebrov, intitulado O Universo, a Terra e a Humanidade [pela editora filiada à Soka Gakkai, Ushio Shuppansha]. Em nosso diálogo, o Sr. Serebrov reconhece a importância de as pessoas se unirem num único propósito: “A corrente Soka que vocês criaram caracteriza-se por sua força excepcional e por seu elevado nível de consciência. (...) De fato, o surgimento de mais organizações como a Soka Gakkai em cada país é a única esperança para a sobrevivência de nosso planeta. Tenho grandes expectativas na Soka Gakkai.”2


Quis compartilhar esse valioso testemunho com todos vocês. A Soka Gakkai está abrindo um novo caminho de extrema importância para toda a humanidade.


Façam amigos e aliados!

Foi no mês de dezembro que fui nomeado como primeiro chefe do departamento de relações públicas da Soka Gakkai pelo presidente Toda (em 13 de dezembro de 1954). Muitos de vocês que estão presentes hoje ainda não haviam nem nascido! [risos.] Tenho muita inveja de sua juventude; um futuro de ilimitada esperança estende-se diante de vocês.


O presidente Toda não confiou a responsabilidade total pelas relações públicas da Soka Gakkai a um líder executivo, mas a mim, que era membro da Divisão dos Jovens. Eu também tenho as mais elevadas esperanças em nossa Divisão dos Jovens de hoje. Os jovens não são calculistas nem astuciosos. Não são farsantes nem desleais. São inteligentes, possuem um coração puro e são cheios de coragem. Esse é o espírito da juventude.


Como chefe do departamento de relações públicas da Soka Gakkai, encontrei todos os tipos de pessoas, dialoguei com elas e abri caminhos. Aceitando plenamente a responsabilidade que recebi, trabalhei diligentemente nos bastidores para apoiar a Gakkai.


O presidente Toda ensinou-nos que todas as nossas atividades em prol do kosen-rufu são maravilhosos esforços de relações públicas, no sentido de que promovem a compreensão de nosso movimento e as boas relações com as pessoas que estão a nossa volta.


O kosen-rufu é uma batalha sem igual de palavras que nos capacita a adquirir uma ampla gama de forças e habilidades. Por exemplo, aprendemos a arte de interagir com as outras pessoas, formas de falar e de agir cortesmente e a capacidade de falar diretamente ao coração da pessoa e de fazer amigos rapidamente. Vamos tentar ser em nossa vida diária “embaixadores da felicidade” e “enviados da paz”.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 1.791, 16 abr. 2005, pág. A3
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Notas:

1. Thomas Hardy, The Dynasts: An Epic Drama of the War with Napoleon (Os Dinastas: Drama Epico da Guerra com Napoleão). Nova York, St. Martin’s Press, 1965, pág. 504.

2. Alexander Serebrov e Daisaku Ikeda, Uchu to Chikyu to Ninguen (O Universo, a Terra e a Humanidade). Tóquio, Ushio Shuppansha, 2004, págs. 225–226.

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