A paz começa pela iniciativa de encorajar a si próprio
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A paz começa pela iniciativa de encorajar a si próprio

A paz se dá pela revolução humana. Dia 2 de outubro, considerado Dia da Paz Mundial, é um marco na história do presidente Ikeda

Discurso do presidente Ikeda adaptado da série de ensaios “Nosso Radiante Caminho de Vitórias”, publicada em japonês no Seikyo Shimbun, em 12 e 14 de novembro de 2010.


Em benefício das gerações futuras, gostaria de escrever mais uma vez sobre o espírito original subjacente ao kosen-rufu mundial.


O dia 2 de outubro de 1960 foi um domingo claro e ensolarado. Partindo do Aeroporto Internacional de Haneda, em Tóquio, tomei o voo para o Havaí. Olhando do avião logo depois de decolar, vi reluzindo lá embaixo o mar da costa de Omori (no bairro de Ota), onde nasci e fui criado.


O Havaí foi o local em que irrompeu a Guerra do Pacífico, entre o Japão e os Estados Unidos. Decidi fazer do Havaí meu primeiro destino, após a minha visita a Okinawa [em julho de 1960, que na época ainda se encontrava sob a ocupação americana].


A prática do Budismo de Nichiren Daishonin permite que transformemos nosso destino em missão. Aqueles que mais sofrem têm o direito de desfrutar a felicidade suprema.


Uma grande parcela dos membros que moravam no Havaí e em outras partes dos Estados Unidos naquele tempo era composta por “noivas da guerra” — japonesas que se casaram com militares americanos e foram morar com eles nos Estados Unidos . Partindo para o novo país com uma imagem idealizada de felicidade, muitas vezes elas consideravam difíceis as barreiras impostas pela cultura e pelo idioma e ansiavam voltar ao Japão.


Eu as incentivei sinceramente, com o desejo de dissipar as nuvens de angústia do coração delas e de despertar em cada uma a sua natureza de buda.


Numa carta escrita na Ilha de Sado durante seu exílio, Daishonin afirma: “Onde quer que habitemos e pratiquemos o veículo único, esse lugar será a Capital da Luz Eternamente Tranquila”.


Brasil, terra natal do meu coração

[Também] Viajei pela primeira vez ao Brasil em 1960, terra para a qual meu mestre tanto desejou ir. A jornada foi longa. Passei mal pouco antes da saída nos Estados Unidos rumo ao Brasil, e todos que me acompanhavam sugeriram que eu cancelasse a viagem. Contudo, estava decidido ir, mesmo que tombasse no meio do caminho. E com essa determinação, pisei em terras brasileiras.


Viajar do Brasil para o Japão, e vice-versa, tornou-se consideravelmente agradável nos dias atuais. Mesmo assim, toda vez que recebo amigos que vêm de um lugar tão distante, louvo seus esforços empreendidos.


Incentivar e fazer desenvolver cada pessoa

Promover o kosen-rufu não se refere meramente a disseminar conceitos e terminologias budistas. É empreendermos ações, não importando em que lugar estejamos, e lutarmos bravamente para transformar o nosso destino por meio da prática do Budismo de Nichiren Daishonin. Consiste em nos despertar para a nossa nobre missão como bodisatvas da terra e espalhar compreensão, confiança e alegria à nossa volta.


O kosen-rufu mundial só poderá ser concretizado mediante o ato de incentivar e desenvolver pessoas que tenham a coragem de se levantar e agir por iniciativa própria.


Nossa grande rede Soka, dedicada à felicidade das pessoas de todos os lugares, hoje se expandiu, abarcando 192 países e territórios. Tenho máxima admiração e gratidão pelos pioneiros, que trabalharam arduamente para abrir caminhos, enfrentando os imensos desafios dos primórdios do nosso movimento. Também me sinto imensamente feliz pelo fato de um fluxo constante de sucessores capazes estar emergindo para criar um futuro radiante e promissor.


Fontes: 
Brasil Seikyo, ed. 2.225, 26 abr. 2014, p. B2 
Brasil Seikyo, ed. 2.338, 3 set. 2016, p. B4
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