A "riqueza de espírito" é realmente bela
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A "riqueza de espírito" é realmente bela

Extraído do discurso proferido pelo Dr. Daisaku Ikeda na 6ª Reunião de Regional, em 1996.


Visitei Cuba em junho de 1996. Foi uma visita memorável. José Martí (1853-1895), escritor cubano, é admirado pelo povo de Cuba como um herói nacional por sua incansável luta para libertar sua pátria do domínio colonial espanhol. Nos dois últimos anos de sua vida, Martí escreveu uma série de cartas de incentivo para uma menina, e hoje gostaria de compartilhar com vocês alguns trechos dessas cartas.

Estátua do escritor José Martí

Martí cita:

Uma pessoa que possui riqueza de espírito não tem nenhuma necessidade de adorno físico. Aqueles que cuidam apenas de sua aparência física são em geral espiritualmente pobres, e tentam dissimular essa pobreza com enfeites. As pessoas cientes de sua beleza interior não buscam a beleza emprestada de fora, mas brilham com o conhecimento de sua beleza interior.

Também se esforçam para animar os outros e torná-los felizes. É por isso que sabem que seu dever como seres humanos é levar alegria aos outros, e não a tristeza. Além disso, aqueles que estão cientes de sua própria beleza vêem a beleza nos outros. Isso lhes permite respeitar e valorizar a si próprios e aos outros.1

Em outra ocasião, ele escreveu:

Amem sua mãe e tratem-na com carinho. Vocês devem se orgulhar do fato de que essa mulher que é sua mãe trouxe-os ao mundo. Quando observam o seu íntimo, e quando fazem uma reflexão sobre suas ações de hoje, devem ser como a terra iluminada pelos raios dom sol da manhã. Abandonem as preocupações fúteis em relação aos outros. Transponham esse nível. Superem isso com brilho, com um sorriso nos lábios.2

Suas palavras ressoam com uma profunda verdade. As "preocupações fúteis" não tem nenhum interesse para nós. Nosso olhar focaliza o profundo e nobre "domínio do eterno". O budismo é uma busca da eterna felicidade. Por favor, examinem com tranquilidade o mundo evanescente e sempre em transformação sob a nobre perspectiva da fé e sejam fiéis às suas crenças e convicções. Devemos seguir o caminho que escolhemos.

Vamos continuar seguindo pela grande estrada rumo à eterna felicidade e desenvolvimento.



Nota:

1.Traduzido do espanhol, José Martí Epistolario. Havana. Editorial de Ciencias Sociales, 1993, vol. V, p. 148.

2. Ibidem, p.149.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 1.409, 12 abr. 1997, p. 4


Imagem: Plaza Vieja, Old Havana, Cuba.

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