Aceitá-los como realmente são
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Aceitá-los como realmente são

Presidente Ikeda explica que ser um bom pai começa com reconhecer e aceitar as crianças como elas são

Com base no discurso do presidente Ikeda extraído da série de ensaios “Olhando para o Futuro – Diálogos com Líderes de Várias Áreas”, publicado em japonês na edição da revista Daibyakurenge de março de 2000; e do discurso proferido em uma conferência de representantes da SGI em Miami, Flórida, em 3 de fevereiro de 1993.


Muitas crianças hoje dizem que sentem que não pertencem a nenhum lugar, que não há lugar em que se sintam completamente aceitas. Isso talvez se deva ao fato de muitas famílias terem adotado o critério de valor das escolas e dos negócios, sempre medindo e classificando as crianças segundo algum padrão de desempenho ou excelência.


As crianças sentem que, quanto mais tentam agradar os pais, mais eles esperam delas. Quando perguntam por que lhes são feitas tantas exigências, os pais respondem: “É pelo seu próprio futuro” ou “Eu exijo tanto de você porque te amo”. Isso pode levar as crianças a se ver como inúteis e a cair no desespero por não conseguirem estar à altura do amor e das expectativas dos pais. Surge um sentimento de inadequação ou mesmo uma autorrejeição, acarretando grande sofrimento às crianças.


A desoladora visão da vida apresentada pelos pais que só conseguem expressar seu amor pelos filhos repreendendo-os para que “estudem com mais afinco” pode ser a causa fundamental da raiva e da frustração das crianças.


O primeiro passo é reconhecer, aceitar e abraçar seus filhos por aquilo que eles são. Não lhes imponha a imagem idealizada da criança perfeita. Certifique-se de que saibam que você os ama como eles são, e não porque são bem-comportados ou tiram boas notas na escola. Dê-lhes todo o amor de que necessitam e garanta-lhes que, façam eles o que fizerem, vocês sempre serão seus maiores aliados e amigos.


É assim que se habilita uma criança a aprender a amar a si mesma, e criança que se ama consegue crescer e se desenvolver.


Se as crianças aprenderem a pensar por si mesmas, questionando o motivo por que estão fazendo algo e se motivarem a contribuir para a felicidade e bem-estar de outras pessoas, serão invencíveis. Isso será ainda mais efetivo se os pais servirem de exemplo mediante o próprio comportamento e ações.


Compartilhem sua dedicação à fé com os filhos

Para educar as crianças para que elas se tornem excelentes adultos, os pais precisam estar em forte sintonia com os filhos e crescer com eles, avançando em uníssono.


Como membros da SGI, dedicamos a nossa vida em prol da Lei e da felicidade do próximo. Nossa existência não é egocêntrica. Em decorrência disso, podemos ser mais ocupados do que os outros e talvez não tenhamos muito tempo para relaxar com a família, como gostaríamos. Apesar disso, continuamos a nos devotar aos outros.


Nosso modo de vida é o mais nobre de todos. Devemos nos certificar de que nossos filhos entendam e respeitem nossas crenças, nosso modo de viver e nossa dedicação. É um erro presumir que eles, de alguma forma, saberão que os amamos ou que entenderão nosso compromisso com o kosen-rufu por si próprios, sem que tenhamos que dizer nada. Precisamos fazer esforços conscientes para verbalizar e externar nossos pensamentos e sentimentos para eles — e fazer isso de maneira sábia e descontraída, sem pressioná-los. Encontrar sabedoria para essa tarefa é uma expressão de nossa fé.


“Prática da fé para criar a harmonia familiar” é uma das diretrizes eternas da Soka Gakkai. Visualizo o dia em que os jovens criados pelas suas ternas e encantadoras famílias cresçam e se tornem extraordinários líderes do século 21, que iluminem a América e o mundo inteiro como uma brilhante constelação ou o deslumbrante sol. Com esse pensamento, concluo meu discurso.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.307, 23 jan. 2016, p. B3 e B3
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