Acredite no potencial das crianças
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Acredite no potencial das crianças

Texto extraído e adaptado do jornal Brasil Seikyo, ed. 2.338, 3 set. 2016, p. A7.

Precisamos ser mais sensíveis para entender o que se passa com as crianças. É fundamental nutrirmos suas esperanças, ajudando-as a se desenvolver. Como? Acreditando sempre no grande potencial que elas possuem e orando sinceramente pelo seu crescimento.

A educação no lar começa com os laços de confiança entre pais e filhos. Se ficarmos presos à nossa reputação e a questões superficiais, seremos eternamente indivíduos inseguros, sem base, facilmente influenciados por fenômenos externos, e não faremos progresso algum. Necessitamos, em vez disso, nos manter resolutos e direcionar tudo à felicidade. O que nos possibilita fazer isso é o poder da fé.

É difícil pais e filhos se entenderem completamente por serem de gerações diferentes. Além disso, as crianças crescem e mudam a cada dia. Mesmo que o desejo dos pais seja o de que os filhos permaneçam do mesmo jeito, não podem se deixar levar por esses sentimentos. Os pais algumas vezes lamentam: “Meu filho não era assim”. Mas essa reação indica que eles falharam em notar as mudanças nos próprios filhos. Pais e professores devem procurar reconhecer essas mudanças nas crianças. Se tiverem isso como ponto de partida, poderão desenvolver a compreensão recíproca.

Os presidentes Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda sempre, com lágrimas nos olhos, encorajavam os companheiros que passavam por dificuldades. Consideravam os sofrimentos dos outros como se fossem os próprios. A maior alegria deles era ver as pessoas que haviam encorajado superando o destino e dando nova partida na vida. Essa é a nobre tradição da Soka Gakkai.

Vivo até hoje, apesar da minha saúde frágil, por causa da oração resoluta e do encorajamento de Toda sensei, que frequentemente me dizia: “Não deixarei que você morra!” ou “Não morra jovem!”.

Nosso sincero desejo de querer ajudar os amigos a superar os sofrimentos e a serem felizes instila coragem e esperança na vida deles e na nossa, abrindo assim o grande caminho da felicidade mútua. Esse é o modo de vida que brilha com a suprema humanidade.

O mesmo se aplica aos pais e professores quanto à educação das crianças. Precisamos ouvir cada uma e compartilhar os desafios para ajudá-la a vencer as dificuldades. Essa atitude deve ser o ponto de partida de todos os nossos esforços.

 

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