Ao dialogar, ouça mais do que fale
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Ao dialogar, ouça mais do que fale

O diálogo existe para fazer uma ponte entre um coração e outro

“Ser um bom ouvinte” é um aspecto muito importante quando se vai dialogar.

“Ouvir” significa “aprender”, e é a medida de quanto seu mundo pode se ampliar. Ao se empenhar na promoção do diálogo munido de sinceridade e espírito de prezar verdadeiramente o outro, o diálogo naturalmente se aprofunda e ganha vivacidade.


O diálogo existe para fazer uma ponte entre um coração e outro.

Assim como já disse um filósofo da antiguidade, o fato dos seres humanos possuírem duas orelhas é para ouvir duas vezes mais do que aquilo que pretende falar.


Existem ocasiões em que a angústia se dissipa só pelo fato de ter sido ouvido por alguém.

Pode ocorrer ainda de encontrar as respostas no exato momento em que se está falando sobre aquilo que lhe oprime. Proporcionar um enriquecimento mútuo de vida num nível mais elevado é justamente a estranha e mística força do diálogo.

Por isso, o ato de “ouvir com total atenção e consideração” o outro em si já se é um grande incentivo.


Elogie as pessoas

Elogiar as pessoas que se dedicam em prol do kosen-rufu tal como se louvasse o buda — essa é a “mais suprema herança” dos ensinamentos do Sutra de Lótus.


Ao louvar aqueles que empenham sinceros esforços pelo kosen-rufu, os benefícios se estendem amplamente.

Nas escrituras consta: “Quando uma pessoa é intensamente louvada por outras, ela encontra coragem para enfrentar quaisquer obstáculos. Tal é a coragem que brota das palavras de louvor”.


Um líder não deixa de perceber as pessoas que se dedicam honesta e diligentemente na sombra. Por menor que seja o avanço delas, deve ter sensibilidade para captá-lo e elogiá-las por isso. Ele sabe dedicar esperança e estímulo a todas as pessoas.

Permitir com que cada um possa evidenciar e fazer o seu melhor para o bem de todos — é esse trabalho em equipe que provoca ondas do avanço concreto.


Orar juntos, vencer juntos!

Ao perceber o sofrimento de um companheiro, juntos, leiam o Gosho, orem juntos ao Gohonzon e deem um passo adiante, juntos.

O ato de sentir empatia pelo sofrimento do outro e orar por ele se transforma em força para superar as suas próprias angústias.


Uma vida de incentivos mútuos faz ambos prosperarem e abrirem o caminho da vitória. Fazendo uma analogia sobre a relação simbiótica existente entre as plantas, Nichiren Daishonin nos ensina: “A alegria e o sofrimento do amigo se tornam o seu próprio coração".


Quanto mais árduas as circunstâncias, incentivem-se com ainda mais vivacidade e alegria uns aos outros!

São justamente nos momentos das provações que devem se unir para enfrentá-las juntos, com máxima coragem. Somando as forças, vençam e ultrapassem cada uma das adversidades. Os companheiros existem exatamente para isso. Nossa fé existe para isso.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.182, 8 jun. 2013, p. A2
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