Ao praticar o budismo o carma negativo desaparecerá como o orvalho sob o Sol
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Ao praticar o budismo o carma negativo desaparecerá como o orvalho sob o Sol

A prática budista é para vencer os desafios e transformar o destino

A força essencial que repele os sofrimentos 

Nichiren Daishonin afirma no seu escrito Amenização do Efeito Cármico: “Se uma pessoa, na presente existência, não erradicar o carma negativo acumulado desde o passado, ela experimentará o sofrimento do inferno no futuro. No entanto, se enfrentar grandes obstáculos nesta vida [pelo Sutra do Lótus], o sofrimento do inferno se desvanecerá instantaneamente".

Mesmo que estejamos nos esforçando na prática da fé, acontece de nos defrontarmos com dificuldades e provações. E, além disso, durante a luta em prol do kosen-rufu, obstáculos e maldades surgem competindo entre si tentando obstruir esse avanço, e também encontramos perseguições.

Daishonin nos ensina que o fato de nos depararmos com essas dificuldades e sofrimentos e podermos transformar o destino, ao contrário do pensamento comum, são, na verdade, os benefícios da amenização do efeito cármico.

“Amenização do efeito cármico” significa literalmente “transformar o pesado e receber o leve”. Em vez de continuarmos saldando não apenas nesta vida, mas também nas existências futuras, os pesados sofrimentos dos efeitos cármicos decorrentes das graves causas negativas acumuladas desde existências passadas, ao acreditarmos e propagarmos o “ensinamento correto” nesta existência, podemos receber, por meio do poder benéfico dessas ações, instantaneamente o efeito de forma amenizada e assim eliminar todo o mau carma.

Daisaku Ikeda certa vez registrou: “A amenização do efeito cármico (tenju-kyoju) é o princípio místico da esperança que elucida a força essencial que repele as dificuldades e os sofrimentos. Ao surgir o sol, desaparece a escuridão. Ao se manter a prática da fé forte e vigorosa, acontecerá sem falta o momento em que os sofrimentos desaparecerão ‘de uma só vez’. O difícil problema que mais nos faz sofrer se tornará o ponto de mudança que mais desenvolverá nossa condição de vida”.


Aprofundar a compreensão

O Budismo de Nichiren Daishonin expõe a “transformação do destino” nesta existência.

Daishonin diz em Carta de Sado que o fato de ele próprio estar recebendo grandes perseguições não é devido à causalidade da lei comumentemente mencionada no budismo, mas em decorrência de ter caluniado o Sutra do Lótus no passado. Ele nos ensina que a ação de caluniar o Sutra do Lótus — o ensinamento correto que explana a dignidade do ser humano —, isto é, a depreciar a Lei, é justamente a má causa fundamental e o mal primordial que origina os “maus atos”.

A “transformação do destino” no Budismo de Nichiren Daishonin é transformar, nesta existência, o mau ato fundamental da descrença e da calúnia contra o ensinamento correto, realizando ações de acreditar, proteger e propagar a doutrina. O ponto principal para isso é o daimoku do Nam-myoho-renge-kyo.

Citando a frase do Sutra Mérito Universal “Então as inúmeras ofensas, da mesma forma que a geada ou o orvalho, podem ser eliminadas pelo sol da sabedoria”, Daishonin afirma que os impedimentos cármicos que se acumularam em nossa vida poderão ser imediatamente extintos ao encontrarem o sol da sabedoria do daimoku do Nam-myoho-renge-kyo

Ao abraçar o Gohonzon e se empenhar no daimoku para si e para os outros e evidenciar a vida do estado de buda tal qual o sol, o mau carma desaparecerá como o orvalho sob a luz do sol.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.433, 25 ago. 2018, p. B2
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Nota:

1. O Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente afirma: “As ‘inúmeras ofensas’ são os impedimentos cármicos dos seis órgãos dos sentidos, e estes são como o gelo ou o orvalho. Assim, embora elas existam, podem ser extintas pelo sol da sabedoria. O “sol da sabedoria” é o Nam-myoho-renge-kyo propagado por Nichiren nestes Últimos Dias da Lei. As palavras “sol da sabedoria” referem-se tanto ao Buda quanto à Lei. O buda Shakyamuni é referido no Sutra do Lótus como o ‘Sol da Sabedoria, Grande Sábio e Venerável’” (OTT, p. 205)

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