Aqueles que mais sofrem manifestarão, sem falta, o estado de buda
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Aqueles que mais sofrem manifestarão, sem falta, o estado de buda

Os sofrimentos que vivenciamos nesta existência como são juramentos que assumimos como bodisatvas da terra

Discurso do presidente Ikeda extraído e adaptado do livro A Sabedoria do Sutra do Lótus, v. 2, publicado em português em 2006.


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, dizia: “Se fôssemos indivíduos perfeitos, as pessoas não conseguiriam se comparar conosco. Para propagar o budismo, escolhemos intencionalmente nascer como pessoas pobres ou doentes... Viver é como participar de uma peça”.


Ele também dizia: “Perdi minha esposa, minha filha faleceu e minha empresa faliu. Por ter passado por esses sofrimentos, pude me tornar presidente da Soka Gakkai”.


As pessoas que não passaram por dolorosas lutas ou sofrimentos não podem compreender os sentimentos dos outros. Somente aqueles que provaram a amargura da vida podem conduzir as pessoas à felicidade.


Considerar os sofrimentos simplesmente como “carma” é uma visão retrógrada. Ao contrário, devemos encará-los como sofrimentos que assumimos voluntariamente como partes de nossa missão e do juramento que selamos em superá-los por meio da prática budista.


O princípio de “assumir voluntariamente o carma apropriado” ensina essa atitude de transformação fundamental, esse modo de pensar. Podemos certamente transformar nosso carma em missão. Todos os problemas e desafios são expressões de nosso próprio juramento; por essa razão, não há outra forma de superá-los.


Mahatma Gandhi, líder do movimento pela independência da Índia, declarou: “Não quero renascer. Mas se precisar nascer de novo, gostaria de nascer um ‘intocável’, para poder partilhar as tristezas, os sofrimentos e as afrontas que lhes são impostos e para que eu possa me esforçar para libertar a mim e a eles dessa miserável condição”.


Esta atitude é a expressão do ensinamento de “assumir voluntariamente o carma apropriado” repleto de compaixão, de compartilhar nossa vida com os outros.


Nós [bodisatvas da terra] nascemos em meio àqueles que mais sofrem. O buda se encontra entre as pessoas que mais sofrem.


O budismo existe para nos capacitar a ajudar os que mais sofrem a alcançar a máxima felicidade.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.287, 15 ago. 2015, p. B4


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.287, 15 ago. 2015, p. B4
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