Como distinguir o bem do mal?
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Como distinguir o bem do mal?

Sessão de perguntas e respostas com os participantes do Curso de Aprimoramento dos Jovens da SGI.

Quero dedicar alguns momentos para responder a quaisquer perguntas que tiverem, já que vocês vieram de tão longe. Se tiverem algo que gostariam de perguntar, por favor, não façam cerimônia.


Integrante da DMJ da SGI-USA: Como podemos fazer uma distinção entre o bem e o mal?

Pres. Ikeda: Esta é uma pergunta muito difícil. No campo das questões internacionais e nas relações pessoais e familiares — e na verdade em muitas outras áreas da vida — observamos disputas, confrontos e interesses conflitantes. E há muitos casos em que não podemos determinar com clareza qual lado está certo e qual está errado. Vamos tomar como exemplo uma briga de marido e mulher. É quase impossível dizer quem está certo e quem está errado! Vocês não concordam? (risos)

Assim como diz a máxima “A razão está com quem vence”, acredita-se que os vitoriosos estão do lado do correto e da justiça, ao passo que os perdedores não. Mas, infelizmente, não é sempre assim que acontece. Há de fato ocasiões em que a justiça é derrotada e o mal prevalece. Quando observamos a história e a sociedade, com frequência acontece de o mal ser forte e o bem, fraco.


O que é então o bem e o que é o mal? Esta é e será sempre uma questão eterna e vital para os seres humanos. Portanto, o que podemos dizer sem erro é que o Nam-myoho-renge-kyo representa o bem mais correto. O Nam-myoho-renge-kyo é a grande Lei, eterna e imutável, que permeia todo o universo. Por ser uma lei universal, não é algo que tenha sido criado por alguém. Tampouco é algo que possa ser mudado. É a verdade. A Lei Mística governa todos os fenômenos no universo.

Toda vida possui os "dez mundos". Nossa vida, portanto, está dotada com o mundo do estado de buda. Essa condição de vida do estado de buda não é algo que criamos, mas sim que manifestamos dentro de nós. E o Gohonzon é o meio pelo qual podemos fazer isso.

Além do mais, a vida das pessoas que abraçam a Lei Mística e dedicam-se ao kosen-rufu representa o supremo bem — o bem fundamental.

Pode ser que minha resposta tenha sido um pouco complexa, mas falei dos pontos básicos do bem e do mal num nível fundamental e universal.

Também gostaria de acrescentar que é absolutamente errado tirar a vida humana. Independentemente de quais sejam as circunstâncias, nunca devemos tirar a vida de outra pessoa.

Ao contrário, é correto e faz bem entrar em ação com a disposição de fazer com que as outras pessoas se tornem felizes e conduzir o mundo na direção da paz.



Fonte: BS, ed. 1.690, 1 mar. 2003, p. A4

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