Daimoku: qualidade ou quantidade?
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Daimoku: qualidade ou quantidade?

Discurso do presidente Ikeda extraído e adaptado de uma sessão de perguntas e respostas na Reunião de Líderes da Região Norte da SGI-Itália, proferido em 3 de julho de 1992 — Dia de Mestre e Discípulo — na Sede Regional de Milão.

A nota de 100 mil liras [antiga moeda italiana] vale mais do que uma nota de 10 mil. Sem pensar muito, a preferência certamente é pela nota com valor maior. No caso do daimoku, o mais importante é orar sinceramente e com forte convicção. Com certeza, ter muitas notas de 100 mil seria ainda melhor! [risos]. Quando recitamos daimoku, ambos, qualidade e quantidade, são importantes.

No Budismo de Nichiren Daishonin, a indução tem papel fundamental. Por exemplo, quando falamos ao telefone, se a ligação estiver boa, a pessoa que está do outro lado irá nos ouvir mesmo se falarmos com um tom de voz baixo; porém, se a ligação não estiver boa, a pessoa não irá nos ouvir mesmo que falemos alto. Para que nossas orações se tornem realidade, precisamos expressá-las de forma honesta e direta ao Gohonzon.

Daishonin afirma: “O que chamamos de fé não é nada extraordinário”. Em outras palavras, podemos ser nós mesmos. Ele continua:

“Fé significa depositar a confiança de alguém no Sutra do Lótus, em Shakyamuni, em Muitos Tesouros, em todos os budas e bodisatvas das dez direções, bem como nos deuses celestiais e divindades benevolentes e recitar Nam-myoho-renge-kyo, assim como uma mulher estima seu marido, como um homem dá a sua vida pela esposa, como pais se recusam a abandonar seus filhos ou como uma criança se recusa a deixar a sua mãe”.


Sincero coração

Ao orarmos diante do Gohonzon, devemos ser honestos e despretensiosos. Se estivermos sofrendo ou tristes, devemos expor esse sentimento ao Gohonzon sem medo, expressar tudo o que está em nosso coração.

O desejo de Nichiren Daishonin é que todos nós sejamos felizes. Por meio da recitação do daimoku diante do Gohonzon, conectamos a nossa vida com a de Daishonin e certamente alcançaremos a felicidade. É inconcebível que Daishonin falhe em proteger aqueles que se dedicam como os verdadeiros emissários do kosen-rufu.

Essencialmente, praticamos o Budismo de Nichiren Daishonin pela nossa felicidade e pelo nosso bem-estar. Ao recitarmos daimoku também, o ponto principal é nos sentirmos felizes e realizados. Não é uma questão de formalidade. Não há uma regra definida que especifique quanto devemos orar. Ao mesmo tempo em que é importante estabelecer metas para a quantidade de daimoku que recitamos, quando estamos cansados ou com sono, ou até mesmo cochilamos em frente ao Gohonzon e oramos por mero hábito, é muito mais aconselhável que descansemos e recitemos daimoku em outro momento quando estivermos revigorados mental e fisicamente.

O mais importante é nos sentirmos revitalizados após recitar daimoku. Quando continuamos a orar todos os dias dessa mesma maneira, naturalmente vivenciaremos uma vida de plena realização.



Fonte: BS, ed. 2.237, 2 ago. 2014, p. B1

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