Desafie a si mesmo e busque respostas
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Desafie a si mesmo e busque respostas

A pessoa somente adquire a capacidade enquanto se desafia com esforço. E o Dr. Ikeda salienta: "Você só será capaz de entender isto quando desafiar por si só"

— Olá, fiz vocês esperarem?

A voz do fundador ecoou na pequena colina existente no campus.

Era 26 de junho de 1976. Diante dele, uma horta se estendia.

— Que horta maravilhosa! Parabéns pela dedicação.

O sorriso se abriu no rosto dos intercambistas chineses e estudantes japoneses.

A Universidade Soka recebeu o primeiro bolsista chinês após a normalização das relações entre a China e o Japão. Naquela época, os estudantes chineses cuidavam da horta enquanto frequentavam a instituição. Por isso, os alunos do grupo de pesquisa sobre a China junto com os bolsistas decidiram cultivar a horta. O fundador visitou-a pela primeira vez um dia depois de oferecem a ele a primeira colheita de legumes e verduras ali cultivados.

Ao lado da horta havia um grande painel. O fundador pegou um pincel e escreveu: “Fazenda da Amizade China-Japão”.

— Mesmo o caudaloso rio começa com um riacho. Ele não é gigante desde o início. Quanto mais distante a fonte, mais caudaloso é o rio. Portanto, o importante é a origem, o início.

— O primeiro capítulo já se encerrou, e o segundo se inicia a partir de agora com vocês. Seus filhos serão responsáveis pelo terceiro capítulo no século 21. Os bolsistas serão líderes em seu país de origem e os alunos japoneses serão líderes aqui no Japão.


No dia 5 de novembro do mesmo ano, realizou-se a primeira Festa para Apreciar a Linda Lua, na Casa Man-yo. Choveu nesse dia, e os alunos ficaram tristes.

O fundador dirigiu-lhes algumas palavras.

— Pena que não possamos apreciar a Lua, mas é mais valioso apreciar a pura lua que está no coração de todos vocês. Estou feliz com a oportunidade.

Eles dialogaram, apreciando as verduras e os legumes colhidos da Fazenda da Amizade. Um estudante perguntou.

— Como devo proceder para ter a capacidade de tomar decisões?

O fundador disse:

— Você adquire a capacidade enquanto desafia com esforço. Por meio do sofrimento vai acumulando a força para tomar decisões. Você só será capaz de entender isto quando desafiar por si só. Eu tenho a resposta, mas ela não passa de teoria para você. O mais importante é agir e sentir na pele.


O fundador comentava a respeito da essência da relação de amizade entre China e Japão com os estudantes todas as vezes que surgia a oportunidade.

— Repetimos a expressão “amizade entre China e Japão” por diversas vezes. Porém, a verdadeira amizade significa preocupar-se com a vida cotidiana das pessoas: “Será que aquela pessoa está jantando em um ambiente tranquilo e familiar?”; ou preocupar-se com a vida diária do chinês lá no seu país. Essa atitude representa a verdadeira manifestação da amizade.

O fundador se preocupou em adaptar o ambiente do alojamento para o bem-estar dos estudantes chineses e os presenteou com vários objetos. Dedicou-se com toda a sinceridade para alegrá-los.

Todos os bolsistas gravaram inesquecíveis momentos vividos com o fundador e essas boas lembranças serviram de base para se tornarem grandiosos e valorosos seres humanos, tais como o embaixador da China no Japão.

Os estudantes que pertenceram ao Grupo de Estudo sobre a China se tornaram professores universitários, diretores de empresas multinacionais e vieram a ser pontes de amizade entre os dois países — China e Japão.


No dia 8 de setembro, os membros do Grupo de Estudo sobre a China se reuniram com os orientadores do Grupo de Estudo sobre Zhou Enlai e Daisaku Ikeda, da Universidade Nankai. Essa é a data em que o fundador apresentou a “Proposta pela Normalização da Relação de Amizade entre China e Japão” há 46 anos.

— Meu desejo é transmitir para o futuro o espírito do fundador e dos veteranos de preservar a amizade entre China e Japão, comentou o responsável pelo grupo, Yoshimi Saito, aluno do terceiro ano do curso de direito.

Esse dia, misticamente, era de lua cheia no meio do outono. Após a reunião, os estudantes chineses distribuíram “bolinhos de arroz de lua” aos participantes e falaram alegremente sobre a diferença de costumes e de cultura existentes entre os dois países.



Nota:

Reportagem publicada no jornal Seikyo Shimbun.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.252, 22 nov. 2014, p. B2

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