E a verdadeira felicidade?
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E a verdadeira felicidade?

Desejar somente a própria felicidade é arrogância e mostrar que deseja apenas a felicidade dos outros é hipocrisia.

Discurso do presidente da SGI, Daisaku Ikeda extraído e adaptado do livro A Sabedoria do Sutra do Lótus, v. 5, publicado em japonês em setembro de 1999 e no Brasil, publicado em 29 de novembro de 2014 no jornal Brasil Seikyo.


A verdadeira alegria surge quando ambas, a pessoa e as outras ao redor, se tornam felizes juntas. Indicando que a fé na Lei Mística envolve a sabedoria e a compaixão para se alcançar esse objetivo, nossa missão como praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin é criar uma era em que a felicidade individual e a prosperidade social andem lado a lado.

Nichiren Daishonin declara: “‘Alegria’ significa que tanto a própria pessoa como as outras, juntas, experimentam alegria (...), tanto a própria pessoa como as outras sentirão alegria pela posse da sabedoria e compaixão” (OTT, p. 146).

Tanto a pessoa como as outras são importantes. Desejar somente a própria felicidade é arrogância e mostrar que deseja apenas a felicidade dos outros é hipocrisia. A verdadeira alegria existe quando a pessoa e as outras se tornam felizes.

O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, afirmou: “Tornar-se feliz sozinho não é difícil, é relativamente simples. Mas a essência do Budismo de Nichiren Daishonin se resume em ajudar as outras pessoas a se tornarem felizes também”.

Nessa declaração de Daishonin, ele diz que a verdadeira felicidade é a posse da sabedoria e da compaixão — isto é, o estado de buda. Se a pessoa possui sabedoria mas lhe falta compaixão, sua vida será obstruída e constrita. Essa sabedoria, então, não é genuína. Ter compaixão, porém faltar-lhe sabedoria ou agir de forma insensata, significa que não é capaz de ajudar ninguém, incluindo a si própria. Essa compaixão que é incapaz de ajudar os outros não pode ser considerada genuína.

Somente a fé na Lei Mística envolve tanto a sabedoria como a compaixão. Daishonin claramente afirma: “Quando Nichiren e seus seguidores recitam Nam-myoho-renge-kyo, eles expressam alegria pelo fato de que, de forma inevitável, se tornarão budas eternamente dotados dos três corpos” (Ibidem, p. 146). Isto sim é “a maior de todas as alegrias” (Ibidem, p. 212).

O presidente Toda dizia convictamente que “felicidade individual e prosperidade social devem andar lado a lado”.

A felicidade individual citada aqui não é aquela centrada em si; ao contrário, significa cultivar a verdadeira humanidade — a pessoa se desenvolvendo como alguém que possui sabedoria e benevolência e ajuda as outras a fazer o mesmo.

O Sutra do Lótus — o Nam-myoho-renge-kyo — tem o poder de tornar realidade a felicidade individual e a prosperidade social.

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