Estar sempre entre as pessoas
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Estar sempre entre as pessoas

“Não há nada mais belo do que a amizade”, cita o líder da SGI

Com base no discurso do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, proferido durante uma conferência de representantes da qual participaram líderes da Soka Gakkai e membros da SGI da Itália, realizada no Centro de Treinamento de Nagano, em Karuizawa, Província de Nagano, Japão, em 11 de agosto de 2000.


Nós “escolhemos” onde queremos nascer

De acordo com os astrônomos, o Sistema Solar está se dirigindo para a Constelação de Hércules a uma velocidade de vinte quilômetros por segundo. O universo, vasto e infinito, possui uma ordem estrita. A lei que rege o universo e toda a vida é a Lei Mística.


Há bilhões de planetas como a Terra no universo. Dentre todos esses planetas, “escolhemos” nascer aqui. E é aqui que estamos agora propagando a Lei Mística. Cada um de nós possui uma missão realmente profunda.


O famoso filósofo Sêneca disse: “Nada me deixa mais feliz do que a amizade terna e leal.”1 Não há alegria maior nem nada mais belo do que a amizade. O budismo dedica-se a construir um mundo de amizade eterna.


A determinação de empenhar-se ainda mais

Quando Daishonin estava para ser executado em Tatsunokuti, ele exclamou: “Poderia haver maior alegria que essa?”2 E quando ele foi exilado a Sado, declarou: “Por ver tudo dessa forma, sinto uma imensurável alegria muito embora esteja agora no exílio.”3


Na vida e na dedicação para concretizar o kosen-rufu, todos os nossos sofrimentos e desejos mundanos são o combustível para a nossa iluminação. Quanto mais difíceis forem os desafios que encontrarmos, mais elevada será a alegria e o benefício e maior a condição de vida que poderemos desfrutar.


As pessoas com essa resolução são invencíveis; elas são imbatíveis. Uma pessoa com esse ardente comprometimento possui uma força muito maior que a de incontáveis outras.


O resultado de uma luta é decidido pela determinação dos líderes e pelo seu senso de responsabilidade. Sua determinação também será transmitida aos budas e bodhisattvas de todo o universo e eles corresponderão à sua dedicação. Em outras palavras, uma oração resoluta é a chave. Assim como os campos se enchem de flores na primavera, todos os seus esforços também, quando chegar a época, certamente florescerão.


Vida e morte de grande glória

O famoso poeta italiano do século 14, Petrarca, escreveu:

“Meus senhores, notem como o tempo voa sobre a terra, assim como nossa vida é passageira, e como a Morte está às nossas costas. (...) [Espero que] todo o tempo que passarem dando aos outros dor, seja convertido em algum ato mais digno para ofertar ajuda ou saber, para algum louvor mais belo, para alguma consagração meritória: assim aqui na terra será alegria, e aberto estará o caminho para os céus”.

Como devemos passar nosso tempo aqui na Terra? A questão mais importante com que nos deparamos é a da vida e da morte.

Em nossas atividades da SGI, estudamos e colocamos em prática a filosofia que nos ensina a responder essa questão fundamental, dedicamos nossa vida a um caminho que busca a paz para toda a humanidade e avançamos em harmonia e amizade com nossos vizinhos e amigos em todo o mundo.

Dedicarmo-nos ao encorajamento individual de nossos companheiros, apresentar outros ao Budismo de Nichiren Daishonin, promover a assinatura dos impressos — todas essas atividades podem ser difíceis e consumir tempo, mas precisamente por essa razão, todo o esforço que empreendemos retorna para nós próprios em proporção direta na forma de grandes e concretos benefícios. Num momento crucial, as divindades celestes — as forças protetoras do universo — nos protegem. Podemos experimentar a imensurável alegria tanto na vida como na morte e conduzir uma vida insuperável — uma vida de infinito significado.

Gostaria de encerrar com mais algumas palavras de Sêneca: “Ele [o homem sábio] está sempre em ação e é aquele que demonstra a melhor atitude mesmo quando o destino lhe bloquear o caminho.”4


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 1.572, 23 set. 2000, p. A3
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Notas:



1. Sêneca, “On Tranquillity of Mind” (Sobre a Tranquilidade da Mente), Seneca: Dialogues and Letters (Sêneca: Diálogos e Cartas) C.D.N. Costa ed., Londres, Penguin Books Ltd. 1997, p. 41.

2. WND, p. 767.

3. WND, p. 386.

4. Sêneca, Epistles (Epístolas), 66–92. Richard M. Gummere trad. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 1996, p. 307.

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