Líderes, deixem todos à vontade
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Líderes, deixem todos à vontade

Discurso proferido pelo presidente da SGI, Daisaku Ikeda, no conselho executivo nacional realizado no Centro de Treinamento da Soka Gakkai de Nagano, em Karuizawa, na Província de Nagano, no dia 7 de agosto de 2001.


A missão de um líder é deixar todos à vontade. Para atingir essa finalidade, é muito importante oferecer palavras e ações ricas em benevolência. Isso nada tem a ver com a atitude autoritária de uma pessoa que tenta manipular as outras como se fossem máquinas, achando que elas farão o que disser. A Soka Gakkai é um mundo de perfeito humanismo.

Em todas as atividades em prol do kosen-rufu — tais como o esforço para ampliar o número de assinantes das publicações— devemos manter sempre um espírito caloroso e humanístico, em vez de tentar incitar a motivação das pessoas aos berros. Se não apelarmos às pessoas com um verdadeiro sentimento de companheirismo, com o espírito de que “Vamos fazer isso juntos”, não conseguiremos evocar nenhuma força nem ressonância calorosa no coração das pessoas.

Como líderes veteranos devem orar sinceramente para que todos os membros de sua localidade desfrutem de boa saúde e que possam cumprir sua missão com alegria. E com suas próprias ações devem dar o exemplo para os demais. Um líder indolente que manifesta a arrogância do autoritarismo é culpado de “negligência”.1

 Se um líder participar de uma reunião e dar orientações, mas ninguém nessa reunião sentir alegria tampouco motivação para começar a agir, então essa não é a verdadeira orientação. Para piorar a situação, se a pessoa central for seca e anti-social, é como se as pessoas tivessem se esforçado em se reunir para nada.

É importante agradecer a todos com sinceridade e alegria pelo árduo trabalho que realizaram e oferecer-lhes incentivos calorosos e sinceros. Peço-lhes que usem de sua engenhosidade para “revolucionar as reuniões” com o propósito de fazer com que cada atividade seja realmente interessante e significativa para todos os participantes.


Para marcar sua nova partida, gostaria de oferecer-lhes algumas palavras perspicazes de todo o mundo.

Soong Ching Ling (1893–1981), esposa de Sun Yat-sen, o grande líder da China moderna, foi aclamada como a consciência da China. Ela fez a seguinte observação: “Devemos ficar próximos do povo.”Soong disse ainda: “Se deixarmos que os boatos e alarmes nos perturbem, a revolução estará perdida. Devemos permanecer firmes e não seremos derrotados na revolução.”E Sun Yat-sen disse: “Para executar um grande empreendimento, é preciso acima de tudo possuir uma grande disposição, extrema ousadia e forte determinação.”O presidente Toda advertiu rigorosamente: “Independentemente do quanto a situação seja penosa, como líderes devem sempre ter disposição e vigor quando estiverem diante dos outros. Isso deixará os membros tranquilos e assim vocês conquistarão o apoio deles. Dar esperança e convicção a todos é o papel de um líder.” Espero que sejam modelos de líderes que exemplifiquem os princípios de “a fé se manifesta na vida diária” e “a fé é igual a uma saúde excelente”. A cada dia, de manhã e à noite, oro firme e profundamente por sua saúde e longevidade.

A verdadeira beleza encontra-se no mundo da fé. Coisas como o dinheiro ou os títulos acadêmicos não têm absolutamente nada a ver com a fé. As pessoas com um coração belo são as mais dignas de respeito. Todos admiram as pessoas assim, e todos os budas e deuses budistas oram por elas e protegem-nas.



Notas:

1. Significa a negligência em denunciar o mal e praticar o bem, que é uma das “quatorze calúnias”.

2. Israel Epstein, Woman in World History: Life and Times of Soong Ching Ling (Mme. Sun Yatsen). Pequim, New World Press, 1995, pág. 175.

3. Ibidem.

4. Sombun Senshu (Obras Selecionadas de Sun Yat-sen), vol. 2. Yoshitsugu Itiji e Itiro Yamaguti, ed. Yozo Hayashi, trad. Tóquio, Shakai Shisosha, 1987, pág. 308.


Fonte: BS, ed. 1.631, 8 dez. 2001, p. A3

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