Mudar nossas próprias crenças negativas
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Mudar nossas próprias crenças negativas

Trechos de um ensaio de Daisaku Ikeda, líder da SGI, sobre o seu encontro com Dr. Martin Seligman, ex-presidente da Associação de Psicologia dos Estados Unidos. Publicado no jornal Seikyo Shimbun [Japão], 22 abr. 2002 e na revista Terceira Civilização, ed. 421, set. 2003, p. 9.

O Dr. Seligman enfatiza a necessidade de prestarmos atenção às explicações que damos aos fatos e ao diálogo inconsciente que mantemos com nós mesmos quando enfrentamos algum problema. Não percebemos os subterfúgios do nosso próprio pensamento porque durante anos eles se tornaram habituais.

Ele sugere que um método para nos conscientizarmos desses hábitos do pensamento é escrevermos o que pensamos quando deparamos com alguma situação constrangedora. Se descobrirmos que tendemos a reagir aos acontecimentos de forma pessimista, podemos praticar o exercício de “questionar” nossas próprias crenças negativas para mudar essa tendência.

Por exemplo, digamos que você ligue e deixe uma mensagem para sua amiga entrar em contato, mas ela não o faz. Pessoas com hábitos de pensamento pessimista explicarão a situação a si próprias dizendo: “Será que ela está me ignorando?” ou “Ela não liga porque acha que sou interesseiro”. Ao ouvir alguém chegar a essa conclusão a seu respeito, você lhe diz que essa pessoa está errada, mas quando explica para si próprio, cai na armadilha de pensar que suas conclusões são corretas. Por isso, questionar objetivamente nossas próprias crenças negativas pode ser útil: “De fato, ela sempre foi gentil comigo e não me ignoraria” ou “Agora me lembro, ela disse que estaria muito ocupada esta semana” ou “Talvez ela não esteja se sentindo bem”.

Você também poderia tentar outra linha de raciocínio: “E mesmo que ela estiver me ignorando, e daí? Quem disse que eu tenho de ser perfeito em tudo e que todo mundo precisa gostar de mim? Não importa o que os outros pensem, estou fazendo o melhor que posso. Não há por que ficar me atormentando!”.

O Dr. Seligman diz que devemos praticar esse tipo de pensamento positivo e gravar frases otimistas na mente.

As pessoas que praticam uma religião fazem isso em suas orações.

Uma vez que adquirimos a habilidade de sermos otimistas, jamais a perdemos; é como aprender a nadar ou a andar de bicicleta.

Em essência, a teoria do Dr. Seligman é que as pessoas podem mudar sua vida. De que maneira? Mudando seu modo de pensar. (...)

O budismo é a suprema psicologia da esperança, a suprema filosofia de vida da esperança. Um buda é aquele que percebe e compreende os maravilhosos poderes da mente.

As pessoas possuem uma capacidade infinita para a mudança que depende do seu estado de espírito. Além disso, o princípio budista dos “três mil mundos num único momento da vida” (ichinen sanzen), exposto no Sutra do Lótus, elucida que a transformação no estado de espírito de um único indivíduo pode mudar a sociedade e o ambiente em que habita. Seria muito mais fácil para nós, então, transformarmos nossa própria e pequena vida individual de acordo com a nossa vontade e conduzi-la na direção que queremos. Não há nenhuma razão para desistirmos.

Vamos descartar frases como “Eu não sirvo para nada” ou “Isso é impossível”. Quaisquer que sejam as circunstâncias que nos encontremos agora, vamos dizer a nós mesmos: “Eu vencerei no final!” “Eu tenho a melhor família do mundo!” e “Eu sou a pessoa mais feliz da face da Terra!”.

 

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