Nos momentos mais críticos, daimoku!
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Nos momentos mais críticos, daimoku!

Por meio do rugido do leão do daimoku, derrotamos todos os obstáculos e maldades

Nichiren Daishonin bradou: “Cada um dos senhores deve reunir a coragem de um leão e jamais sucumbir à ameaças de ninguém” (END, v. I, p. 303).


Quem lutou até o fim com esse coração do rei leão para “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra” em exato acordo com essas palavras foram os mestres Tsunesaburo Makiguchi e Josei Toda, primeiro e segundo presidentes da Soka Gakkai.


Em maio de 1943, o presidente Makiguchi foi confinado e interrogado durante quase uma semana na delegacia de polícia de Nakano sobre a não aceitação do talismã xintoísta. Contudo, ele não recuou um passo sequer em sua posição. No mês seguinte, ele censurou veementemente o clero por sua complacência com o governo militarista. E, em 6 de julho, foi preso junto com o presidente Josei Toda e enviado à prisão, onde faleceu no outono [do Japão] do ano posterior [18 de novembro de 1944].


No dia 3 de julho de 1945, o discípulo de unicidade do presidente Makiguchi, Josei Toda, foi libertado da Penitenciária de Toyotama, também localizada no bairro de Nakano.


Relembrando o grandioso espírito de “devotar a vida pela propagação da Lei” e “não poupar a própria vida” de ambos os mestres, eu passei de carro com minha esposa no dia 25 de maio de 2016 diante do Centro Cultural de Nakano onde estão gravados inúmeros episódios da história de luta conjunta de mestre e discípulo e orei profundo daimoku a todos os companheiros.


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O dia 23 de junho — dez dias antes da data da libertação do presidente Toda — é o Dia em Memória das Vítimas da Guerra de Okinawa. Uma guerra por demais cruel e desumana ocorrida em Okinawa, e o lançamento da bomba atômica sobre Hiroshima e depois Nagasaki.


A batalha do meu mestre para eliminar a palavra “miséria” da face da Terra sempre foi descortinada ao lado do povo que, mais que qualquer outro, enfrentou os sofrimentos e as dores dessas atrocidades. Para esse juramento seigan ser de fato cumprido, comecei a redigir a novela Revolução Humana nessas terras de Okinawa.


É a partir de Okinawa que se iniciará a transformação do destino de toda a humanidade! É a partir daí que despontará o sol da vitória da revolução humana!


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Num dos trechos dos escritos de Daishonin que estudei com os amigos de Okinawa consta: “Contudo, o ponto essencial é que, contanto que cumpra a fé neste sutra, todos os seus desejos serão realizados, tanto na existência presente quanto na futura” (END, v. VI, p. 261).


Nesse escrito estão citados dois trechos do Sutra do Lótus. O primeiro é: “Embora o demônio e seus súditos estejam lá, eles todos protegerão a Lei budista”. O segundo afirma: “(...) Sua doença desvanecerá imediatamente, e ele encontrará juventude perpétua e vida eterna” (Ibidem).


Essas são exatamente as palavras douradas que meus companheiros de Kansai e eu gravamos no âmago da nossa vida durante a Campanha de Osaka.


Em meio às nossas orações e à dedicação em prol do kosen-rufu pulsa cada vez mais forte a nossa energia vital de buda. E por meio do rugido do leão do daimoku, derrotamos a maldade da doença e comprovamos a promessa de “prolongar o tempo de vida”.


Nós, que estamos embasados na mais suprema justiça, sem falta teremos todas as divindades celestiais ao nosso favor. Podemos transformar tudo em funções protetoras do budismo.


Nos momentos mais críticos das provações, daimoku!


“Eu vencerei por meio da fé!” — quem determina firmemente dessa maneira em seu coração, se sentirá repleto de coragem a sabedoria afluirá de sua mente e estará munido de uma força insuperável, capaz de vencer qualquer obstáculo.


Com elevado orgulho da sublime unicidade de mestre e discípulo Soka, instituam um avanço intrépido do “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra” (rissho ankoku)!




Fonte:


Brasil Seikyo, ed. 2326, 04 jun. 2016, p. A2


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