O budismo é para as pessoas e deve ser praticado com liberdade e naturalidade
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O budismo é para as pessoas e deve ser praticado com liberdade e naturalidade

A prática nos permite atingir uma condição na qual percebemos profundamente a existência de um ilimitado potencial

Nichiren Daishonin inscreveu o Gohonzon em prol da felicidade de todas as pessoas. Ao recitarmos Nam-myoho-renge-kyo ao Gohonzon e entrarmos em contato com o estado de vida iluminado de Daishonin incorporado nesse objeto de devoção, sem falta nos tornamos felizes. O buda dos Últimos Dias da Lei infalivelmente protegerá aqueles que empreendem ações, como emissários dele, para promover o kosen-rufu.


A força ou profundidade da fé não pode ser mensurada por parâmetros superficiais. Daishonin, por exemplo, não nos instrui especificamente sobre quanto tempo devemos orar etc. Sem dúvida, é importante estabelecermos metas pessoais referentes à quantidade de daimoku que desejamos recitar. Isso não quer dizer que devamos cometer exageros e nos forçar a recitar quando estivermos muito cansados ou sonolentos demais para isso apenas por alguma cota arbitrária que estipulamos para nós mesmos. Seria mais produtivo e válido se descansássemos um pouco e recitássemos na manhã seguinte, quando estivéssemos bem física e mentalmente.


Daishonin também ensina que recitar Nam-myoho-renge-kyo, mesmo uma única vez, produz benefícios incomensuráveis.

No escrito Rei Rinda, ele expressa: “O relinchar dos cavalos brancos [que revitaliza o rei Rinda] é o som de nossa voz recitando Nam-myoho-renge-kyo”. 1 Evidenciemos uma poderosa energia vital recitando um daimoku vibrante e vigoroso, ritmado como o galope de magníficos corcéis correndo livres por vastas planícies.


Lembrem-se de que estamos praticando o budismo para concretizar a nossa felicidade e a das outras pessoas.


Nam-myoho-renge-kyo é sua própria vida”

Toda sensei certa vez afirmou: “Devem ter a decisão de que Nam-myoho-renge-kyo é a sua própria vida!”2 e que “Propagar a Lei Mística nos Últimos Dias da Lei significa acreditar firmemente que sua vida não é nada a não ser Nam-myoho-renge-kyo!”.3


Essa é a conclusão do Budismo de Nichiren Daishonin. Estou certo de que as palavras de Toda sensei incorporam a convicção inabalável que representa a essência da “espada afiada” da fé capaz de dissipar toda escuridão ou ignorância.


Praticando o Budismo Nichiren, nós, como membros da Soka Gakkai, podemos atingir uma condição na qual percebemos profundamente que nós próprios somos entidades da Lei Mística, e que possuímos um potencial ilimitado.


Kosen-rufu não é nada além da construção de uma era de revolução espiritual na qual cada pessoa atue alicerçada na crença profunda na natureza de buda infinitamente nobre inerente a todos os seres humanos. Estamos liderando o movimento para efetuar uma grande mudança no destino da humanidade.


Como membros da Soka Gakkai, empenhamo-nos na fé consagrada à concretização do kosen-rufu, visando à nossa felicidade e também à das outras pessoas. Essa é a expressão perfeita do importante espírito da fé ensinada por Daishonin.


Muitos pensadores eminentes externaram admiração pelas ricas experiências compartilhadas por nossos membros em todos os cantos do mundo — comprovações obtidas por meio da fé e da prática budista.


Nichiren Daishonin escreveu: “Eu e meus discípulos, ainda que ocorram vários obstáculos, desde que não se crie a dúvida no coração, atingiremos naturalmente o estado de buda".


A Soka Gakkai é um agrupamento de campeões que internalizaram essa passagem. Sem se deixarem vencer por nenhuma adversidade, nossos membros vêm agregando experiências e mais experiências do poder invencível da fé. Eles acumularam o infinito “tesouro do coração” e conquistaram uma fé ilimitada, pura, profunda e sólida.


Notas:
1. No escrito Rei Rinda, Daishonin afirma que quando o rei Rinda ouvia o relinchar dos cavalos brancos, “A pele do rei recobrou a cor, como o Sol que ressurge de um eclipse, e sua força física e suas faculdades mentais tornaram-se centenas, milhares de vezes maiores do que antes” (CEND, v. II, p. 252).

2. Traduzido do japonês. TODA, Josei. Toda Josei Zenshu [Coletânea de Textos de Josei Toda]. Tóquio: Seikyo Shimbunsha, v. 2, p. 467, 1982.

3. Cf. Ibidem, p. 466-467.

Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.370, 6 maio 2017, p. B1-B4
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