O budismo existe em prol da felicidade do povo
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O budismo existe em prol da felicidade do povo

Dr. Ikeda enfatiza: ajudar os que sofrem é a própria prática budista

Adaptado da série de ensaios “Reflexões sobre a Nova Revolução Humana”, publicada em japonês na edição do Seikyo Shimbun, de 13 de setembro de 2002.


Um missionário americano certa vez visitou Mahatma Gandhi e perguntou-lhe qual era sua religião. Apontando duas pessoas doentes que repousavam em sua sala, Gandhi respondeu: “Minha religião é servir”.1

Martin Luther King Jr., defensor dos direitos civis nos Estados Unidos, que herdou o legado da não violência de Gandhi, costumava dizer que qualquer religião que negligencie os sofrimentos do povo é uma “religião espiritualmente moribunda”.2

Nós, da Soka Gakkai, compartilhamos essas crenças enunciadas por Gandhi e King em um nível mais profundo, e por mais nobres que sejam os ideais abraçados por uma religião, se ela não tiver o compromisso de empreender ações pela felicidade daqueles que estão sofrendo e se esforçando arduamente, será uma religião espiritualmente morta.


Ser capaz de ajudar os que sofrem

Os membros da Soka Gakkai sempre estenderam a mão para essas pessoas e lutaram pela felicidade delas. Em virtude disso, nosso movimento um dia já foi alvo de insultos e desdenhado como “uma religião de pobres e doentes”.

No entanto, meu mestre, Josei Toda, ria muito desses ataques equivocados, considerando-os uma medalha de honra. Ser capaz de ajudar os que sofrem, afinal, é a particularidade que distingue uma religião forte e eficaz, afirmou ele. As críticas constituíam provas de que a Soka Gakkai é uma religião viva.

Toda sensei declarava com total convicção: “Se a prática deste budismo não o tornar feliz, eu lhe darei a minha vida!”.

Se não pudermos ajudar a pessoa que está diante de nós, por mais profundo o desespero que ela esteja mergulhada, então este budismo será uma mentira. Toda sensei prosseguiu com todas as suas forças, tocando profundamente a vida das pessoas e despertando nelas a coragem indômita para enfrentar qualquer adversidade.

Por meio das orientações sinceras individuais de Toda sensei, todos se sentiam estimulados a se levantar e a lutar pela própria felicidade. Ao mesmo tempo em que se empenhavam para superar o carma, também tomavam a iniciativa de batalhar para conquistar um propósito maior: a construção de uma nova sociedade. Em outras palavras, passavam a se dedicar ao kosen-rufu.



Notas:

1. GANDHI, Mahatma. My religion. Compilado e editado por Bharatan Kumarappa. Ahmedabad: Navajivan Publishing House, 1958. p. 51.

2. Cf. KING, Martin Luther. The Papers of Martin Luther King, Jr. — Volume V: Threshold of a New Decade, January 1959 — December 1960. Clayborne Carson et al. Berkeley, Califórnia: University of California Press, 2005. p. 200.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.361, 25 fev. 2017, p. B2

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