O caminho para a felicidade absoluta
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O caminho para a felicidade absoluta

”Existe, sem dúvida, um caminho que leva à felicidade absoluta – e essa é a estrada da Lei Mística”, diz o Dr. Ikeda

Discurso do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, proferido em uma reunião comemorativa com representantes das subcoordenadorias de Nova York, no Centro Cultural de Nova York, em 15 de junho de 1996.


Praticamos para vivermos a mais sublime existência e para sobrepujarmos serenamente os “quatro sofrimentos” – nascimento, envelhecimento, doença e morte –, que são fatores inevitáveis da condição humana.

O primeiro dos “quatro sofrimentos” é o nascimento. É importante nos esforçarmos para viver de modo tenaz até o fim, não obstante o que aconteça.

Nossa prática budista fundamentada na Lei Mística nos fornece a poderosa energia vital para viver cada dia com força e confiança, ultrapassando todos os tipos de problemas e adversidades.


Uma vida sem significado, sem saber a resposta para essa pergunta, é superficial e vazia. Simplesmente viver, comer e morrer sem nenhum senso de propósito real com certeza configura uma existência ignóbil, comparável à de um animal.

Por outro lado, criar ou contribuir com algo que beneficie o próximo, a sociedade e também a nós mesmos, e nos dedicar a esse desafio enquanto vivermos, representa uma vida de satisfação verdadeira, de valor, do mais elevado humanismo. Além disso, nossa prática budista fundamentada na Lei Mística compõe força propulsora que nos permite edificar o maior valor possível, tanto para nós como para os outros.

O envelhecimento é o segundo dos “quatro sofrimentos”. A vida passa num lampejo. Num piscar de olhos, ficamos velhos. Nosso vigor físico diminui e nosso corpo começa a não funcionar direito. A prática do Budismo de Nichiren Daishonin possibilita que façamos do nosso envelhecimento uma época de grande riqueza, como a colheita de um outono dourado, em vez de um período de tristeza e solitária decadência. O sol poente banha a terra e o céu com seu brilho magnífico. Praticamos esse budismo para desfrutarmos de um envelhecimento vibrante e resplandecente, sem arrependimentos.

O terceiro dos “quatro sofrimento” é a doença. Somos mortais comuns. Todos nós experimentamos a doença de uma forma ou de outra. O poder da Lei Mística nos capacita a extrair a força para vencer o sofrimento da doença. Nichiren Daishonin afirma: “O Nam-myoho-renge-kyo é como o rugido de um leão. Que doença pode, portanto, ser um obstáculo?”.

Mesmo que adoeçamos ou vivenciemos alguma outra situação dolorosa, se estivermos nos devotando à concretização do 

kosen-rufu, Nichiren Daishonin e todos os budas, bodisatvas e divindades celestiais – funções protetoras do universo – nos protegerão.

Daishonin promete:

“A mulher que toma esse bom remédio viverá rodeada e protegida por esses quatro grandes bodisatvas a cada instante. Quando ela se levantar, eles também se levantarão, e quando ela caminhar pela estrada, eles também a acompanharão. Serão inseparáveis como o corpo e a sombra, como o peixe e a água, como a voz e o eco ou como a Lua e a sua luz”.

Como essa passagem indica, aqueles que abraçam a fé na Lei Mística serão protegidos infalivelmente – não apenas nesta existência, mas por toda a eternidade.

A morte é o último dos “quatro sofrimentos”. Ela é inflexível; todos nós temos de enfrentá-la um dia.

Quando chega esse momento, aqueles que trilham a estrada da Lei Mística seguem serenamente para a terra pura do Pico da Águia a bordo da “carruagem do grande boi branco” citada no Sutra do Lótus. A vida deles se funde com o mundo do estado de buda do universo. O Sutra do Lótus descreve a “carruagem do grande boi branco” como imensa em todas as dimensões e adornada de ouro e incontáveis pedras preciosas.

Um estado de vida permanente (fazer um subtítulo)

Se atingirmos o estado de buda nesta existência, esse estado permeará para sempre a nossa vida. Existência após existência, desfrutaremos de vidas afortunadas, com saúde, riqueza, intelecto, circunstâncias favoráveis e boa sorte. Teremos uma missão exclusivamente nossa e nasceremos de uma forma apropriada para cumprir essa missão. Esse estado de vida é eterno; jamais poderá ser destruído.

É precisamente para que possam usufruir dessa felicidade perene que insisto sempre para que se dediquem à prática budista e consolidem firmemente o estado de buda em sua vida. Não se trata apenas de uma questão de sentimento pessoal, refere-se ao ensinamento de Nichiren Daishonin. É crucial, portanto, que não nos desviemos do caminho que conduz ao estado de buda, e que avancemos sempre em frente com paciência e persistência pela estrada do kosen-rufu e da prática budista.

Pode haver ocasiões em que nos recusamos a fazer algo ou que queiramos fazer uma pausa. É perfeitamente natural, uma vez que somos seres comuns. Mas o importante é nos mantermos no percurso, que continuemos seguindo em frente de forma persistente no caminho do estado de buda, encorajando-nos mutuamente ao longo do trajeto.

Se um avião voar fora da rota ou um carro se desviar da estrada, poderão se envolver facilmente em um acidente ou deixar de alcançar seu destino. De modo análogo, nós também podemos colidir, mergulhando no infortúnio e na miséria. Apesar de não ser visível aos olhos, há uma órbita ou curso na vida. Existe, sem dúvida, um caminho que leva à felicidade absoluta – e essa é a estrada da Lei Mística.

Se continuarmos seguindo por esse caminho sem abandonar a prática budista, viremos sem falta a experimentar o sabor da completa realização, tanto material como espiritualmente.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.260, 31 jan. 2015, p. B2

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