O palácio da felicidade está em sua vida
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O palácio da felicidade está em sua vida

Presidente Ikeda enfatiza que cada pessoa possui “palácios” como fortuna, fama ou posição social

Discurso do presidente Ikeda proferido em 12 de agosto de 1990 no Centro de Treinamento de Nagano, Karuizawa, Japão.


Neste trecho, o presidente Ikeda enfatiza que cada pessoa possui “palácios” como fortuna, fama ou posição social. Este segmento pretende aclarar que na vida de todas as pessoas existe o eterno “palácio” da felicidade indestrutível denominado “estado de buda” e a possibilidade de se conquistar a felicidade material e espiritual ao mesmo tempo na realidade deste curso de vida com a abertura desse “palácio” por meio da prática da fé.


Nichiren Daishonin afirma: “Recitar Nam-myoho-renge-kyo é adentrar o próprio palácio". Todas as pessoas indistintamente possuem o estado de buda em sua vida, o extremo limite indestrutível como o diamante. Ele é o eternamente indestrutível “palácio da felicidade”, adornado por infinitas joias preciosas que ofuscam os olhos e só se pode adentrá-lo com a prática da fé e a recitação do daimoku. Ou seja, Daishonin ensina que é possível apresentar o supremo brilho do palácio da própria vida.

Neste mundo, cada pessoa possui seu palácio, e algumas buscam por fortuna e posição social. Por vezes, elas também se encantam com a fama, o sucesso ou a popularidade. Apesar de tudo, estes não são eternos nem firmes e imóveis como uma montanha. No curso de uma vida de constantes mudanças brilham maravilhosamente como a luz de um vagalume, mas desaparecem em algum momento.


Uma vida que busca prosperidade em vão, num mundo destinado a desaparecer, é no mínimo vazia. É também sem sentido se preocupar com uma felicidade virtual facilmente mutável. Como Daishonin diz, a condição máxima da própria vida é justamente o eternamente indestrutível palácio e o castelo da felicidade. Embora viva numa casa espetacular e rodeada de riquezas, se a pessoa for gananciosa e possuir uma condição de vida baixa, não poderá dizer que é feliz e se tornará a pessoa que mora no “castelo da infelicidade”.

Em contraste, seja qual for a circunstância atual de vida, se a pessoa tiver a plenitude de um coração puro e uma condição de vida elevada, certamente poderá alcançar a felicidade material e espiritual ao mesmo tempo. Essa situação está de acordo com o princípio de unicidade da vida e do ambiente (esho funi) que, em poucas palavras, entendemos que são unos e inseparáveis.


Quando a pessoa determina abrir o palácio da própria vida, desencadeará a abertura de palácios da felicidade de outras pessoas e de palácio da prosperidade de uma sociedade. Isso caracteriza a conectividade que existe entre vidas e fará com que outras pessoas também abram os palácios de sua vida. Este é um princípio maravilhoso do budismo.

Numa sociedade caótica como a nossa em que todo o cuidado é pouco para não sermos influenciados pela maldade, uma atitude sábia é muito importante para se viver inteligentemente. Por um lado, a prática da fé é o que nos permite abrir nossa condição de vida para a felicidade. E a pessoa que polir e se aprofundar em ambas, a sabedoria e a prática da fé, será a própria “monarca dos seres humanos” e a grande vencedora que seguirá pelo curso da vida.

A pessoa de extrema felicidade é aquela que fará o palácio de sua própria vida reluzir eternamente pelas três existências — passado, presente e futuro. Os senhores certamente constroem o palácio da felicidade em seu interior, todos os dias, por meio das atividades em prol do kosen-rufu. Por essa razão, sua iluminação é mais do que certa e é também a certeza para se tornarem “monarcas da felicidade” que residem no “palácio da vida” do próprio universo.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.227, 17 maio 2014, p. B1


Imagem: Corewallpapers

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