O que seria da primavera se não houvesse o inverno?
  • ARTIGOS

O que seria da primavera se não houvesse o inverno?

O inverno da adversidade é o momento de recarregarmos nossa bateria

Com base no discurso do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, proferido na 28ª Reunião Nacional de Líderes realizada em 29 de abril de 1990 no Ginásio Central da Universidade Soka em Hachioji, Tóquio.


No outono, as plantas que se resguardam no inverno, se preparam para entrar no período de dormência ou de recarga. Elas começam o processo de guardar energia para a primavera. Se houver um repentino aquecimento durante a dormência no inverno e forem despertadas, os botões que aguardam a chegada da primavera começam a florescer antes do tempo, e quando o frio do inverno retorna, eles murcham e morrem. Para que isso não aconteça, as plantas não desabrocharão até que o frio do inverno passe por completo. Esta é a “sabedoria” das plantas que as permite florescer na primavera.

A vida e a prática budista também seguem esse princípio. O inverno da adversidade é o momento de recarregarmos nossa bateria e nos prepararmos para a chegada da bela primavera. No inverno da vida, a eterna e indestrutível força para manifestar o estado de buda está armazenada, e a energia vital, tão vasta quanto o universo, é fortalecida ainda mais. Tanto a força como a energia vital crescem à medida que enfrentam os desafios. Por isso, aqueles que praticam o correto ensinamento do budismo experimentarão, sem falta, a chegada da primavera.

No entanto, se nas dificuldades do inverno — o momento em que fortalecemos nossa fé —, questionamos por que precisamos passar por essas situações, consequentemente deixamos de acumular boa sorte. Assim não chegamos a lugar algum e não conseguimos edificar uma vida de plena satisfação. O aspecto crucial são a forma e o sentimento com que encaramos o inverno de nossa vida, acreditando firme e convictamente que a primavera chegará. Na essência da natureza, o florescer da primavera sempre acontece quando o tempo certo chega — esse é o ritmo da vida e do universo.

É nítido que muitas pessoas ainda se encontrem em meio ao rigoroso inverno quando chegam ao fim de sua existência. Para evitar tal situação, devemos alinhar a nossa vida ao ritmo do universo e nos prepararmos para a chegada da primavera. Nossa prática budista embasada na fé da Lei Mística nos possibilita viver essa existência de plena realização.

Nesse sentido, a fé na Lei Mística age como asas que nos levam à eterna felicidade. A cada dificuldade que superamos, acumulamos mais boa sorte e elevamos nosso estado de vida. E, ao manifestarmos o estado de buda nesta existência, alçamos o voo pelo vasto céu da vida na condição de suprema felicidade e realização por toda a eternidade. Este é o ensinamento do budismo, bem como o ritmo da vida.


Fonte: 
Brasil Seikyo, ed. 2.247, 11 out. 2014, p. B3
TAGS:ARTIGOS

• comentários •

;