"Os esforços da juventude são o alicerce da minha vida"
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"Os esforços da juventude são o alicerce da minha vida"

Adaptado de um ensaio antológico My Thoughts [Meus Pensamentos], publicado em japonês em maio de 1969. 


A maioria das pessoas guarda muitas recordações de sua juventude, e não sou exceção. Podemos dizer, de fato, que aqueles que as tem viveram plenamente a juventude.

Em viagem ao Oriente Médio, em 1962, onde Daisaku Ikeda visitou o Palácio do Golestão

Minha família era pobre, e meus quatro irmãos mais velhos foram recrutados pelo exército e enviados para os campos de batalha durante a Segunda Guerra Mundial. Arrumei um trabalho para ajudar a minha família. Restrições financeiras e de tempo implicavam ter de trabalhar durante o dia e à noite, e dar continuidade aos estudos dos ensinos médio e superior.

Minha saúde também não era muito boa. Mas estava determinado a me devotar, de corpo e alma, ao trabalho. Às vezes, ao fazer entregas para a empresa na qual trabalhava, precisava puxar um carrinho enorme na elegante área de Ginza [Tóquio, Japão]. Também tinha de me virar com uma única camisa, mesmo quando o vento frio do outono começava a soprar.

Contudo, nunca senti a mínima vergonha ou constrangimento por causa disso. Na verdade, encarava minhas adversidades como a história emocionante de um jovem que desafiava as dificuldades com um sorriso, e considerava-as até mesmo como fonte de orgulho. Todos aqueles esforços da juventude certamente se tornaram o alicerce da minha vida hoje.

Entretanto, valendo-me da experiência que possuo hoje, há coisas que eu gostaria de ter feito de forma diferente na juventude. Por exemplo, em relação aos estudos. Gostaria também de ter me esforçado mais para desenvolver um corpo forte e saudável.

Fazendo um retrospecto de minha própria juventude, reconheço nitidamente como esse período é importante na vida de uma pessoa. Não seria exagero dizer que a maneira como vivemos a juventude determina amplamente o restante de nossa vida.



Fonte: Com base no BS, ed. 2.322, 7 maio 2016, p. B1 e B2

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