Os indicadores concretos da revolução humana
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Os indicadores concretos da revolução humana

A revolução humana é alcançada obtendo-se um êxito após o outro

Uma solene recitação do gongyo celebrando o 16º ano do falecimento do segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, foi realizada no dia 2 de abril de 1974, nos Estados Unidos. Na Nova Revolução Humana, Shin’ichi Yamamoto (pseudônimo do presidente Ikeda) dirige-se aos membros desta reunião, a maioria da Divisão dos Jovens. Depois de comentar a filosofia de vida do Sr. Toda, ele discute o significado de revolução humana e sugere vários indicadores concretos para mensurar nossos progressos nesse processo de transformação interior.


Este, é um discurso do presidente Ikeda adaptado da Nova Revolução Humana, volume 19, capítulo “Luz do Sol”, publicada em japonês em novembro de 2008.


Uma das grandes realizações do presidente Josei Toda foi explicar os complexos ensinamentos do budismo numa linguagem atual de fácil compreensão.


O filósofo britânico Alfred North Whitehead (1861–1947) escreveu: “Seus princípios [da religião] podem ser eternos, mas a expressão desses princípios exige contínuo desenvolvimento”.


Quando esteve na prisão, o Sr. Toda percebera que “Buda” significa a própria vida. Ele então passou a enunciar uma acepção do budismo no contexto da vida e com isso fez o budismo renascer como filosofia viva capaz de iluminar o momento presente.


Ele também empregava o termo “revolução humana” como uma expressão atual do conceito da consecução imediata do estado de buda, meta suprema da prática budista.


Na sociedade japonesa, o estado de buda fora considerado por muito tempo uma condição alcançada somente depois da morte. Ao introduzir esse novo conceito de revolução humana, Josei Toda elucidou e aprofundou a compreensão das pessoas sobre o estado de buda, expondo-o como uma meta de aperfeiçoamento pessoal ao ser humano nesta presente existência.


Nosso objetivo é a revolução humana

Shin’ichi desejava que os jovens ali presentes percebessem que o Budismo de Nichiren Daishonin é o ensinamento da revolução humana. Também queria delinear para eles alguns indicadores concretos da revolução humana.


Olhando atentamente para os participantes, prosseguiu:

— Nossa vida, nossos corpos físicos, são entidades do Nam-myoho-renge-kyo. Revolução humana significa manifestar o estado de vida de Nam-myoho-renge-kyo.


— O que de fato vem a ser ou qual o aspecto da revolução humana? Gostaria de descrever alguns indicadores ou parâmetros para vocês hoje.


— Em primeiro lugar, a saúde. Esforcemo-nos para demonstrar provas reais da fé, vivendo de maneira saudável. Todos, naturalmente, temos nosso próprio destino, mas falando de modo geral, não podemos dar o máximo de nós no trabalho se nossa saúde estiver comprometida. Obviamente somos de carne e osso e não há como escapar de ficar doente algumas vezes. Mas devemos sempre recitar Nam-myoho-renge-kyo com seriedade pela saúde e nos empenhar profundamente para alinhar nossa vida ao ritmo fundamental do universo. Sem oração e esforços como esses para conduzir uma vida bem equilibrada, não poderemos afirmar que estejamos praticando adequadamente.


O olhar dos jovens estavam fixos em Shin’ichi enquanto ele falava.


O segundo indicador apontado por ele é a jovialidade. Manter um espírito jovem por toda a vida é um indício de revolução humana. Aplicar-nos com máxima energia à prática budista e continuar nos polindo e desenvolvendo incansavelmente nos impedirá de perder nossa juventude espiritual.


Como terceiro ponto, Shin’ichi especificou a boa sorte. Dando continuidade à recitação do Nam-myoho-renge-kyo, dedicando-nos ao kosen-rufu, e triunfando como budistas em nossa vida diária, adornamos de boa sorte a nós e à nossa família. Em nossa sociedade turbulenta, essa boa sorte nos protege e traz vibrante prosperidade.


Em quarto lugar, Shin’ichi citou a sabedoria. Ao nos esforçarmos para nos aperfeiçoar como seres humanos e crescer como líderes efetivos da sociedade, devemos lapidar nossa sabedoria e intelecto. Negligenciar esses aspectos nos destinará à derrota na sociedade.


Em quinto lugar, Shin’ichi elencou a paixão. Legítimos praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin possuem ardente paixão e devoção ao kosen-rufu, que revigora sua vida. Podemos ter toda a inteligência do mundo, mas sem paixão seremos iguais a mortos-vivos. A paixão também é requisito para a felicidade. O fato de sermos felizes ou infelizes na vida é definido em grande parte pelo grau de intensidade de nossa paixão.


Em sexto lugar, Shin’ichi mencionou a convicção. A revolução humana consiste num brilhante reflexo de nossa firme crença. Sem filosofia de vida e sólida convicção, somos um navio sem bússola. Sem ter ideia da direção que devemos tomar, seremos arrastados pelos ventos do destino e terminaremos como um navio que naufraga nos recifes.


O sétimo e último indicador da revolução humana, explicou Shin’ichi, é a vitória. O budismo é uma batalha para vencer.


Revolução humana é ter um êxito após o outro

Uma vida vitoriosa é uma vida de revolução humana. Tudo na vida e no kosen-rufu é luta. Ser vitorioso é o caminho para se comprovar a justiça e a verdade.


Depois de apresentar os sete indicadores da revolução humana — saúde, jovialidade, boa sorte, sabedoria, paixão, convicção e vitória —, Shin’ichi salientou o desenvolvimento da compaixão como fator essencial para os praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin, que abarca todos os referidos sete elementos.


Shin’ichi compartilhou uma orientação do Sr. Toda sobre compaixão, enfatizando que, para nós mortais comuns, agir com coragem é a melhor maneira de manifestar compaixão. Enalteceu também o relevante e nobre ato de devotar a vida ao kosen-rufu, classificando-o como a prática da compaixão e da coragem.


— Em suma, despertar para a nossa missão como bodisatvas da terra é crucial para a revolução humana, e a dedicação alegre e audaz ao kosen-rufu constitui a evidência da revolução humana — afirmou ele.


— Os que abraçam o ensinamento correto do budismo e dedicam-se ao bem-estar dos outros e a construção de uma sociedade melhor são de fato nobres. Possuem o estado de vida de bodisatvas, independentemente de seus recursos financeiros ou posição social — acrescentou. — A Soka Gakkai estende a mão àqueles que mais sofrem e se empenha para ajudá-los a reerguer o ânimo. Os três primeiros presidentes da Soka Gakkai devotaram a vida a esse propósito.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.270, 4 abr. 2015, p. B4
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