Para quem é forte, as dificuldades são alavancas para a vitória
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Para quem é forte, as dificuldades são alavancas para a vitória

Com a autodisciplina e o orgulho de ser um membro da SGI, vivam nobremente, dediquem-se ao kosen-rufu

O povo da Córsega era conhecido por dar valor especial à honra. A mãe de Napoleão não o instruía a dar valor ao próprio nome, mas, em vez disso, a impedir que fosse envergonhado como ser humano. Em particular, diz-se que ela considerava a traição a maior de todas as desgraças, e que não achava irracional uma pessoa culpada por traição ser assassinada.


A tradição à qual pertencia dizia que no interesse da própria honra não se deve poupar a própria vida.


O Gosho diz: ‘‘Esta vida é como um sonho. A pessoa não sabe nem se estará viva amanhã. Mesmo que o senhor se torne o mais miserável dos mendigos, jamais desonre o Sutra do Lótus’’.


Para nós, atualmente, esse procedimento pode ser reformulado da seguinte forma: não importa o que aconteça, jamais devem desonrar ou ferir a sua fé.


Com a autodisciplina e o orgulho de ser um membro da SGI, vivam nobremente, acalentem ideais e dediquem-se ao kosen-rufu.


Em geral, os sinceros esforços de uma mãe para dar essa base de autorrespeito e orgulho aos filhos resultam na criação de uma fortaleza na vida deles para evitar que sigam por falsos caminhos.


Quais são as pessoas mais respeitáveis no mundo? Qual é a mais sublime forma de vida?

Não é a das pessoas famosas, poderosas ou ricas. Ao contrário, aquelas que realizam a propagação da Lei Mística [shakubuku] em prol da humanidade são as mais nobres; elas conduzem a mais nobre vida. Uma mãe que possui essa filosofia, esse espírito, essa perspectiva de vida, instila em seus filhos uma base para sustentá-los por toda a vida.


Napoleão certa vez se lembrou: ‘‘Desde jovem, minha mãe me demonstrava sua estreita afeição. Ela se preocupava em assegurar que eu apenas me visse realizando grandes coisas. Minha mãe nunca valorizava o irrelevante, mas sim o significativo’’.


Napoleão aprendeu com sua mãe a viver por ideais e rumar a grandes objetivos. Se Napoleão contasse uma mentira ou agisse de forma mesquinha, procurando evitar que os outros o descobrissem, sua mãe o punia severamente.


"Até agora, a preciosa educação que recebi de minha mãe vive em minha memória’’, disse ele. ‘‘Essas lições fizeram diferença durante toda a minha vida. Minha mãe possuía um espírito firme lapidado pelas extremas dificuldades pelas quais passou."


Como Napoleão disse, a vida de sua mãe teve muitas vicissitudes. Há casos em que as pessoas são esmagadas pelo peso das dificuldades pelas quais passam. Porém, no caso da mãe de Napoleão, a labuta funcionou positivamente. Isso porque ela era muito forte.


Ela não perdia o orgulho mesmo nas circunstâncias adversas. E nas favoráveis, não perdia seu próprio senso. Ela realmente possuía um espírito sábio.


A mãe de Napoleão sabia por experiência que as coisas deste mundo são passíveis de mudança. Também sabia que ocupar posição de poder não é nenhuma causa para a alegria.


Quando Napoleão foi deposto e enviado à Ilha de Elba, sua mãe o acompanhou até seu exílio. Não importando os frios os olhos da sociedade, viveu com seu filho e foi feliz. Ela foi mãe no verdadeiro sentido da palavra. Quando seu filho sofreu com o infortúnio, ela quis estar ao seu lado.


“Sou o que sou. Sou a mãe de Napoleão”

Napoleão se alegrara com a vinda de sua mãe ao exílio. Entretanto, como um herói da revolução, ele não estava contente na pequena Ilha de Elba. Por fim, ele anunciou: “Estou partindo”.

Sua mãe ficou surpresa: “Aonde você vai?”

“Paris! Mas primeiro quero ouvir o que você pensa.”

Desnecessário dizer que retornar a Paris significava sua morte.


Após permanecer em silêncio por um momento, Letizia disse finalmente: “Vá! Vá, meu filho, para onde conduz seu destino! Você não nasceu para morrer nesta ilha desprezível”.


Sua mãe viveu mais quinze anos (até os 87 anos). Durante esse período, não importando a que inimigos e lutas fosse sujeita, ela viveu repleta de orgulho: “Sou o que sou. Sou a mãe de Napoleão.” Até o fim, ela não mudou.


Napoleão herdou o ‘‘espírito de granito’’ de sua mãe, e assim viveu por toda a sua vida. Pondo de lado questões sobre a nobreza de seus objetivos, podemos aprender muito da atitude de Napoleão. Nada é impossível, acreditava ele, para uma pessoa que avança resolutamente. E com essa atitude, Napoleão se empenhava constantemente em avançar.


Embora não abraçasse a fé na Lei Mística, Napoleão avançava destemidamente. Então nós, que abraçamos a grande e ilimitada Lei Mística, não temos nada a temer.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.220, 29 mar. 2014, p. A3
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