“Prática da fé para criar a harmonia familiar”
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“Prática da fé para criar a harmonia familiar”

5 Diretrizes Eternas da Soka Gakkai - 1ª diretriz

A primeira diretriz é “Prática da fé para criar a harmonia familiar”. Nichiren Daishonin declara: “Aqueles que creem no Sutra do Lótus ­reúnem ­a boa sorte de dez mil milhas de distância” (WND, v. I, ­p. 1137). Ele cita também as palavras do grande mestre Dengyo: “Se a família louva diligentemente os ensinamentos, os sete desastres certamente serão banidos” (Ibidem, v. II, p. 1026).


Como é maravilhoso ter o som da Lei Mística reverberando em casa! Uma forte fé é como um ímã poderoso atraindo a boa sorte de “dez mil milhas de distância”. Ela age como uma proteção impenetrável que repele a desgraça. Com essa convicção, transformem o lar num castelo de paz e de felicidade.


Em muitos casos, os familiares não praticam o Budismo de Nichiren Daishonin. Não há necessidade de se preocupar ou ficar ansioso com isso, pois, se nos levantamos sincera e convictamente na fé, conduziremos nossa família e parentes em direção à esperança e à felicidade. Somos como um farol solitário numa noite escura, permitindo que inúmeras embarcações naveguem pelos mares em segurança.


Nichiren Daishonin afirmou: “O venerável Maudgalyayana depositou sua fé no Sutra do Lótus, que é o bem supremo existente, e não só ele atingiu o estado de buda, mas seu pai e sua mãe também. E, por incrível que pareça, todos os pais e todas as mães das sete existências anteriores e sete gerações que se seguiram, de incontáveis existências anteriores e posteriores, se tornaram budas. Além disso, todos os filhos, esposa e marido, subordinados, seguidores deles, bem como incontáveis outras pessoas não apenas foram capazes de escapar dos três maus caminhos como também atingiram o primeiro estágio de segurança e, então, o estado de buda, o estágio da iluminação perfeita” (WND, ­v. I, p. 820).


À luz dessa passagem, não há necessidade de haver discórdias familiares por causa da fé. Espero que todos manifestem uma sabedoria flexível, orando e trabalhando para edificar firme e pacientemente uma família feliz e harmoniosa onde haja abundante felicidade e risos alegres.


O grande escritor francês Victor Hugo disse: “O riso é o sol que afugenta o inverno do rosto humano”. Alguns de vocês perderam entes queridos. Contudo, pela perspectiva budista, há um profundo significado contido nesse fato e vocês não devem se permitir ser vencidos pelo pesar.


A Sra. Deng Yingchao foi precedida na morte pelo seu amado marido, o primeiro-ministro chinês Zhou Enlai. Mais do que ninguém, ela foi tomada pela dor e pela tristeza, mas quando constatou que multidões estavam chorando, declarou: “Sejamos fortes. Não vamos chorar. Chorar não trará ninguém de volta à vida. Eu mesma só chorei apenas em três ocasiões [após o falecimento do meu marido]. Se lágrimas pudessem trazer Enlai de volta, choraria com todo o meu ser. Em vez disso, o que devemos fazer é enxugar as lágrimas e dar continuidade ao trabalho dele.”


Até hoje tenho observado a vida de incontáveis pessoas, e o que posso declarar com absoluta certeza é que todos que se levantaram na fé num momento crucial trilharam o caminho da felicidade.


Nenhuma oração ao Gohonzon fica sem resposta. A Lei Mística é o grande ensinamento que nos capacita a “transformar veneno em remédio”. Por meio da fé convertemos todos os sofrimentos em algo positivo e benéfico e desenvolvemos um estado de vida mais elevado.


Elogiando Nanjo Tokimitsu, que herdou a fé indômita de seu pai (Nanjo Hyoe Shichiro), Daishonin escreveu: “E é uma certeza ainda maior que você e seu falecido pai, pelo fato de ambos terem fé no Sutra do Lótus [Nam-myoho-renge-kyo], irão renascer lá juntos! (Ibidem, v. II, p. 500).


A fé é o maior de todos os tesouros. Transmitir a fé correta para seus filhos é o caminho certo para, tanto pais como filhos e a família inteira, seguirem a trilha da felicidade eterna.


Nesse sentido, espero também que se empenhem ainda mais, em casa e na localidade, para promover o desenvolvimento dos integrantes da nossa Divisão dos Estudantes.



Fonte:


Brasil Seikyo, ed. 2309, 30 jan. 2016, p. B1-B3


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