Praticamos budismo da semeadura
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Praticamos budismo da semeadura

Nosso orgulho e alegria: plantar e cultivar as sementes da felicidade no coração das pessoas

Traduzido do editorial do Dr. Daisaku Ikeda, presidente da SGI, publicado na revista Daibyakurenge, edição de outubro de 2015.


Durante as quatro estações do ano, continuo a orar por todos os nossos admiráveis membros que trabalham nas indústrias agrícolas e da pesca.¹ Por ter crescido em uma família de cultivadores de algas, estou profundamente ciente de quão desafiadoras e árduas são suas profissões.


O alimento é a própria vida. Devemos expressar nossa gratidão uma vez mais a todos aqueles que se dedicam ao venerável trabalho de produzir nosso alimento, perseverando intrepidamente mesmo diante dos desastres naturais e das imprevisões do tempo, empenhando-se em sustentar a vida, o tesouro mais precioso de todos.


Fazendo uma analogia com o fato de que, embora as safras possam acontecer cedo ou tarde, dependendo das condições, todas são colhidas no mesmo ano em que são plantadas, Nichiren Daishonin nos assegura: “Se os devotos do Sutra do Lótus realizarem a prática religiosa conforme ensina o sutra, então, todos, sem exceção, certamente atingirão o estado de buda na presente existência”.


Budismo de Nichiren Daishonin é o budismo da semeadura

Plantar as sementes da Lei Mística na conturbada era dos Últimos Dias da Lei representa o desafio sem precedentes de lançar luz e estender a mão para as pessoas comuns do povo que foram discriminadas pela sociedade como possuidoras de um coração semelhante a um solo árido, onde é inútil plantar sementes.


Daishonin declara: “Somente os sete ideogramas do Nam-myoho-renge-kyo são a semente para atingir o estado de buda”. Todos, independentemente das circunstâncias, desde que recitem Nam-myoho-renge-kyo, manifestarão o estado de buda na vida. É por isso que semeamos as sementes da Lei Mística, da felicidade absoluta. Continuamos a plantá-las em nosso coração e no coração dos demais. Recusamos a nos abalar até mesmo pelo mais cruel destino, proclamando com convicção que a fé na Lei Mística nos assegura atingir o estado de buda e incentivando nossos amigos a trilhar o caminho para a felicidade ao nosso lado.


Meu mestre, o segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda, certa vez incentivou afetuosamente um sincero membro preocupado porque seus esforços em compartilhar o budismo com os outros não tinham resultado na decisão de alguém vir a praticar. Toda sensei disse: “Não se preocupe. O benefício que o senhor recebe quando fala com alguém sobre o budismo, comece ele a praticar imediatamente ou não, é o mesmo. Chegará o momento em que seus esforços darão frutos, por isso, apenas continue a plantar as sementes”.


Compartilhar a alegria da fé

Uma integrante da Divisão Feminina da SGI-Estados Unidos se mudou de Hiroshima para os Estados Unidos após a guerra, por ter se casado com um militar americano. Nos primeiros anos, ela continuou a praticar o Budismo de Nichiren Daishonin firmemente, apesar da feroz oposição do marido, compartilhando com entusiasmo sua prática budista com os outros. Embora enfrentasse dificuldades econômicas e desarmonia familiar, ela buscava sinceramente apoiar e ajudar uma pessoa após outra, impulsionada pela convicção de que “Vim para a América para encontrar essa pessoa”. Hoje, todos os seus familiares e as quase 400 famílias que ela ajudou a receber o Gohonzon estão desfrutando de maravilhosos benefícios. Ela também ajudou a cultivar muitos jovens sucessores. “Não consigo parar de compartilhar a alegria da fé. Quando vejo as pessoas já sinto vontade de lhes apresentar o budismo”, diz, com um belo e radiante sorriso.


O verso do 16º capítulo do Sutra do Lótus, “A Extensão da Vida”, que recitamos todos os dias durante o gongyo contém a passagem: “Preciosas árvores estão repletas de flores e frutos/onde os seres vivos vivem felizes e tranquilos”. Nosso movimento pelo kosen-rufu é um incessante esforço de semear as sementes da Lei Mística, promover o crescimento de preciosas árvores de “valores humanos”, e espalhar ricos e férteis campos de paz e de coexistência pacífica, repletos com a alegria de viver, por todo o mundo.


A poetisa brasileira Cora Coralina (1889––1985) escreveu: “Se temos de esperar, que seja para colher a semente boa que lançamos hoje no solo da vida. Se for para semear, então que seja para produzir milhões de sorrisos, de solidariedade e amizade”.


Alegremente incentivando uns ao outros, vamos continuar, com coragem, a semear as sementes da esperança e da vitória, dia após dia!


Fonte:
 Terceira Civilização, ed. 566, 10 out. 2015, p. 6
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Nota:

1. Outubro é o mês de fundação da Divisão de Agricultura e Pesca da Soka Gakkai, que originalmente foi estabelecida como Divisão das Comunidades de Agricultura e Pesca em outubro de 1973. O nome da divisão mudou em dezembro de 2011.

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