Quando manifestamos o estado de buda, os falecidos o manifestam também
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Quando manifestamos o estado de buda, os falecidos o manifestam também

Citando escritos de Nichiren Daishonin, presidente Ikeda explica que o ato de atingirmos o estado de buda constitui um nobre oferecimento que podemos realizar em prol dos falecidos

Discurso do presidente Ikeda proferido na cerimônia em memória dos falecidos durante a primavera, Tóquio, 21 de março de 2006.
 

No escrito Registro dos Ensinamentos Transmitidos Oralmente, Nichiren Daishonin declara: Quando Nichiren e seus seguidores realizam cerimônias pelos falecidos recitando o Sutra do Lótus e orando Nam-myoho-renge-kyo, o raio de luz do daimoku alcança o inferno de incessantes sofrimentos e possibilita que eles atinjam o estado de buda lá mesmo. Daí se originam as orações pela transferência de méritos para os falecidos.


O poder da recitação do Nam-myoho-renge-kyo é insondável. A “luz” do daimoku que recitamos alcança cada canto do universo, iluminando até mesmo aqueles agonizando no inferno de incessantes sofrimentos após a morte, e habilitando-os a atingir o estado de buda imediatamente, afirma Daishonin.


No escrito Oferecimento de um Manto sem Forro, Daishonin escreve [para a dama de Sajiki]: “Esteja firmemente convicta de que os benefícios dessa ação se estenderão aos seus pais, aos seus avós, e muito mais ainda, a incontáveis seres vivos, sem falar de seu marido, a quem a senhora tanto ama”. O grandioso benefício da nossa prática budista dedicada ao kosen-rufu alcança até os falecidos, bem como as futuras.


Oferecer orações baseadas na Lei Mística — recitar Nam-myoho-renge-kyo — é o melhor e mais verdadeiro oferecimento que podemos efetuar pelos falecidos. A Lei Mística tem o poder de ajudar todas as pessoas a atingir o estado de buda, não somente para aqueles que se encontram aqui no presente, mas por todas as três existências — passado, presente e futuro.


O pai de Joren-bo, um dos discípulos de Daishonin, era um praticante da Nembutsu. Numa carta endereçada a Joren-bo depois da morte do pai dele, Daishonin escreveu: “O corpo que o pai e a mãe deixam para trás não é nenhum outro senão a forma física e mente do filho. Os benefícios que você, o honrado Joren, adquirir por meio da fé no Sutra do Lótus concederão força a seu amável pai”.


Mesmo que os pais não pratiquem o Budismo de Nichiren Daishonin, os benefícios que recebemos como praticantes da Lei Mística também se reverterão a eles. Estamos vivos hoje graças aos nossos pais. Eles nos trouxeram à luz. Desse modo, o fato de atingirmos o estado de buda os leva a alcançar o estado de buda também.


O passado não importa; o presente é o que conta. Os atos de nossos ancestrais não são decisivos; são nossas ações que determinam o futuro. Basta que uma pessoa que tenha despertado brilhe como o sol e ilumine a todos os seus familiares e as pessoas com quem se relaciona com a luz da Lei Mística.


Daishonin observa que, sem que a pessoa tenha atingido o estado de buda, seria difícil ajudar até mesmo os pais a alcançar o estado de buda, quanto mais auxiliar outras pessoas a conseguir tal feito. Acatemos esse discernimento no fundo do nosso coração.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2. 266, 7 mar. 2015, p. B2
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