“Regozije-se!”
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“Regozije-se!”

Viver com alegria é a característica de uma condição de vida elevada, de força e de felicidade

Trecho extraído e adaptado do discurso do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, proferido na Reunião de Líderes de Divisão, em 28 de junho de 1993, em Tóquio, Japão, e publicado no jornal Brasil Seikyo, ed. 2.243, 13 set. 2014, p. B3.

Liev Tolstói declarou: “Regozije-se! Regozije-se! Nosso trabalho e nossa missão de vida são uma alegria. Regozije-se do céu, das estrelas, da relva, das árvores, dos animais e dos semelhantes”.

“Regozije-se!” — essa foi a suprema conclusão a que o escritor e pensador russo chegou em sua existência.

Viver com alegria é a característica de uma condição de vida elevada, de força e de felicidade. Uma existência que encara tudo com crítica e lamentação é miserável, mesmo que, aparentemente, transmita uma ideia de bem-estar.

Em 1901, Tolstói foi excomungado pela Igreja Ortodoxa Russa. Na época, tinha 72 anos, uma idade já avançada. Os representantes da igreja pensaram que uma medida punitiva o humilharia, visto que ele era admirado por todo o mundo. Porém, Tolstói não se abalou com a tática adotada pelas autoridades da igreja e apenas observou suas ações com serena dignidade.

“Regozije-se! Regozije-se!” — sua convicção se manteve firme. A chama de espírito de luta ardia ainda mais forte dentro dele.

A vida de Tolstói não era ausente de desafios e de problemas. Ele sofrera para escrever e também com a infelicidade de sua família e com a doença. Contudo, seu espírito sempre e a todo instante buscava criar alegria.

Essa maneira de viver é também a de um praticante budista. Desejo que todos vocês tenham uma existência de plena realização criando alegria.

Nichiren Daishonin escreveu: “Quanto mais as autoridades do governo me atacam, maior é a minha alegria” (CEND, v. I, p. 253) e “Quanto piores forem as adversidades que recaírem sobre o devoto, maior será a alegria que ele sentirá devido à forte fé” (Ibidem, p. 33).

Quando as dificuldades surgiam, o Buda dizia: “O sábio se alegra, ao passo que o tolo recua” (Ibidem, p. 666).

Quanto mais desafios enfrentamos, maior deve ser nossa alegria e mais firme nossa determinação para derrotá-los — essa é a essência do Budismo de Nichiren Daishonin e a maneira mais valorosa para se edificar uma existência.

Uma vida sem alegria é miserável. Aqueles que se enfraquecem diante das adversidades, são sempre negativos, estão constantemente com aspecto sem energia e não fazem nada além de criticar e reclamar não estão vivendo como Daishonin ensina em seus escritos.

Aqueles que encontram alegria em tudo e transformam toda circunstância em alegria são genuínos especialistas na arte de viver.

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