Religião mundial
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Religião mundial

“Outra definição de uma religião mundial centraliza-se nas mulheres, que são a grande terra mãe, o movimento para criar a felicidade“

Em primeiro lugar, uma religião mundial precisa defender o princípio de prezar uma única pessoa. A vida de todas as pessoas é insubstituível. Todo ser humano padece com os quatro sofrimentos da vida: nascimento, envelhecimento, doença e morte. E somos amigos que vivemos neste momento no planeta Terra.

Não pode haver superioridade ou inferioridade entre as pessoas. Não deve existir discriminação entre ricos e pobres, nem entre as classes sociais. Quando pensamos na vida em si, somos capazes de olhar um ao outro sem preconceito ou discriminação. E o Sutra do Lótus designou como a prática mais humana o diálogo de vida a vida.

Nur Yalman, antropólogo cultural proveniente da Turquia com quem dialoguei, afirmou categoricamente: para que uma religião que se torne mundial é necessário o diálogo de vida a vida.

“Deve reconhecer-se por meio do diálogo que faz pulsar o humanismo por trás das diferentes culturas”. Ele louvou a luta dos membros da SGI que, em seus respectivos países, estimulam o humanismo com um perseverante diálogo.

“A batalha em prol da paz mundial empreendida pela Soka Gakkai é dramática e, o pelo fato dela durar há anos, considero-a grandiosa”.


Creio que outra definição de uma religião mundial seja a de centralizar-se nas mulheres, que são a grande terra mãe, o movimento para criar a felicidade.

Nos escritos de Nichiren Daishonin consta: “Ao fazer isso, tenho demonstrado o mesmo tipo de compaixão de uma mãe ao se esforçar para por leite na boca de seu bebê”.

A compaixão do buda não se refere ao comportamento distante da realidade, mas é como o amor que a mãe tem pelo seu filho. Expandir o movimento pela paz é como iluminar igualmente todas as pessoas com o coração de uma mulher que gera a vida e a protege.

Nos sentimos aconchegados quando pronunciamos a palavra “mãe”. O sorriso de uma mãe envolve carinhosamente todos que estão ao seu redor e o ambiente se torna seguro.

O fundador e primeiro presidente da Soka Gakkai, professor Tsunesaburo Makiguchi, afirmou com toda a força que as religiões existentes possuíam apenas o idealismo e não possuíam a comprovação na vida real. Louvou e comparou com um diamante os depoimentos dos associados que relatavam ter nascido de novo com a prática da fé.

Nossa missão será incentivar os amigos para provar que é possível transformar qualquer destino e cultivar o emocionante drama de transformação da vida, fazendo expandir o solidário movimento da revolução humana com alegria e entusiasmo.


O presidente Toda disse convictamente que, por meio da forte fé no Gohonzon, se evidencia a energia vital e se conquista a felicidade para si e para os outros. Nós praticamos este budismo para conquistar a felicidade absoluta. Essa prática da fé determinante é a força motriz do kosen-rufu.

Lancemo-nos na luta agora mesmo!

Mestre e discípulo Soka lançaram metas e objetivos rumo a 2030 — centenário de fundação da Soka Gakkai. É o direcionamento para o século 21, o palco de luta dos atuais jovens e estudantes. Vamos descortinar um amanhã dourado.



Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.278, 06 jun. 2015, p. B2

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