Somos protagonistas da mudança
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Somos protagonistas da mudança

Ondas de revolução humana são extremamente importantes na sociedade e elas são ativadas, em primeiro lugar, pela transformação interior de cada indivíduo

Texto extraído e adaptado do artigo do líder da SGI, Daisaku Ikeda, publicado em agosto de 2017 na revista Daibyakurenge e no jornal Brasil Seikyo, ed. 2. 417, 28 abr. 2018, p. B2.

Realmente, podemos tornar o mundo um lugar melhor com as nossas ações? Ou não há nada que possamos fazer?

O Budismo Nichiren é o ensinamento que dissipa o sentimento de impotência e pessimismo, despertando-nos para a verdade de que somos protagonistas capazes de mudar o mundo.

Em Declaração Unânime dos Budas das Três Existências, Nichiren Daishonin escreveu: “Desse simples elemento, a mente, originam-se todas as várias terras e condições ambientais” (WND, v. II, p. 843). Essa é a afirmação de que podemos transformar o mundo à nossa volta mudando nossa própria mentalidade e atitude.

Algumas vezes pode parecer impossível provocar mudanças num país ou no mundo, mas esses constituem, em última análise, num conjunto de pessoas e foi moldado pelo pensamento e pelas atitudes delas próprias. Por essa razão, a transformação interior no coração e na mente dos seres humanos representa o ponto de partida para a mudança genuína não só da sociedade mas também do país e das condições ambientais.

Pelo fato de todos os ensinamentos do Buda comporem um “registro do dia a dia de sua própria existência” (Ibidem), fica claro que tudo começa com a revolução humana de uma única pessoa.

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Acionar ondas de revolução humana

O mundo hoje permanece exposto ao perigo das armas nuclea­res e continua a ser atormentado pela violência com horríveis ataques terroristas e conflitos armados com demasiada frequência. Não seria exagero dizer que a própria sobrevivência da raça humana repousa no fato de conseguirmos ou não pôr um ponto final neste círculo vicioso de ódio e desconfiança.

Persistir no diálogo é o meio imprescindível de unir as pessoas. O Sutra do Lótus cita o exemplo do bodisatva Jamais Desprezar,¹ que adotou como prática falar a todos com quem se encontrava sobre o potencial de cada um para atingir o estado de buda. Quando nos empenhamos firmemente com esse mesmo espírito em dialogar com aqueles à nossa volta, sem desistir de ninguém, não apenas despertamos nossa própria natureza de buda como também a de quem conversamos.

O Dr. Bryan Wilson (1926–2004), ex-presidente da Sociedade Internacional de Sociologia da Religião, externou grande expectativa em relação à Soka Gakkai Internacional (SGI) ao apontá-la como um movimento religioso que promove de maneira sólida e constante o propósito da paz mundial. Ele afirmou acreditar ser bastante possível que, se a Soka Gakkai continuar crescendo, a transformação interior efetuada pelos membros da organização com a prática budista exercerá um impacto na consciência dos outros e produzirá mudanças positivas na sociedade.

Estas ondas de revolução humana são extremamente importantes e elas sempre são ativadas, em primeiro lugar, pela transformação interior de cada indivíduo.

  

Nota:

1. O bodisatva Jamais Desprezar é descrito no 20º capítulo Jamais Desprezar do Sutra do Lótus. Esse bodisatvaShakyamuni numa existência anterior — curvava-se a todos com quem se encontrava por possuírem a natureza de buda.

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