Sua personalidade é um grande tesouro
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Sua personalidade é um grande tesouro

Em um diálogo com adolescentes, o Dr. Daisaku Ikeda conversa de forma simples e acessível sobre o que é a genuína individualidade e o significado de viver e ser verdadeiro consigo mesmo.


Tentando expressar a individualidade ou se destacar na multidão, alguns jovens se apressam em aderir às últimas tendências da moda. Mas com frequência todos acabam ficando iguais. Que sentido há nisso?

Para ser franco, parece até existir algum tipo de imagem estabelecida do que venha a ser individualidade, e que todos estejam tentando se adaptar a ela. Contudo, em muitos casos, essa imagem é apenas algo criado deliberadamente pelos meios de comunicação e por pessoas que tentam lucrar com essas tendências ou moda.

Por isso, é de fato muito difícil ser original de verdade. Em primeiro lugar, você precisa ter sólida noção de quem você é. Deve abrir os olhos para ver o mundo, ter os ouvidos abertos para ouvir o que os outros estão dizendo, usar o cérebro e pensar por si mesmo, e ter a coragem para seguir em frente com suas convicções.

É muito mais fácil se ajustar e ser como todos os outros. Mesmo quando as pessoas tentam se livrar das amarras que não as deixam progredir, muitas vezes se pegam adotando os padrões dos outros. Os japoneses têm forte tendência para esse tipo de conformidade coletiva.

A verdadeira individualidade não é apenas uma questão de estilo ou aparência superficial. Ela emana de dentro para fora. A individualidade é um tesouro singular que só a própria pessoa possui.

Talvez seja difícil, neste momento, saber exatamente o que seja esse tesouro, mas definitivamente o possuímos.

Cada um, sem exceção, é possuidor desse tesouro!

Aqueles que afirmam não possuí-lo decidiram que não têm valor. Tal mentalidade conduz à destruição do seu precioso tesouro.

Logicamente, mesmo ao tentarem “ser elas mesmas”, muitas sequer sabem o que isso representa. Algo muito natural. De fato, frequentemente, aquilo que julgam significar ser fiel a elas mesmas ou o exercício da individualidade são conceitos que tomaram emprestados ou copiaram de outros. Por esse motivo, se pensam que a pessoa que são neste exato momento é tudo o que a vida lhe reserva, estão muito enganados. Os seres humanos têm a capacidade de mudar. A pessoa que são agora se tornará num ser maravilhoso no futuro.

Por exemplo, dizer a si mesma: “Sou péssima oradora, portanto vou ficar nos bastidores” não consiste em ser fiel a si mesma. Em vez disso, que tal desafiar a si com toda a seriedade, munida do espírito de se tornar uma pessoa que, embora talvez não seja muito boa em discursos, seja capaz de se manifestar corajosamente e impedir que uma pessoa maltrate outra ou de se pronunciar pelo o que é correto em um momento crucial? Assim, com esse tipo de esforço, sua personalidade singular brilhará de um modo diferente daquelas que possuem o dom natural de falar bem. Esta será a sua individualidade.

A individualidade só começa a brilhar de verdade quando se empenha com toda a força, desafiando a si própria até a última gota de energia. Isso não ocorrerá a menos que se desenvolva. Somente mediante esforços para melhorar a si e crescer é que a individualidade resplandecerá – do mesmo modo que uma espada é forjada no fogo. A individualidade é a sua ferramenta exclusiva para extrair o brilho máximo da vida, uma espada preciosa.

Pessoas que desenvolveram esplendidamente a própria personalidade são belas. Todos as consideram atraentes. A beleza delas não é fugaz ou passageira; é duradoura e persiste por toda a vida.

O espírito dessas pessoas é claro e radiante como o céu sobre a planície no verão. Elas nunca têm inveja ou ciúmes dos outros.

No Japão, há uma tendência de tentar cercear pessoas que têm autêntica personalidade e caráter. Existe uma mentalidade estreita que busca o conformismo, muito bem exemplificada pelo provérbio japonês: “O prego com saliência recebe martelada”. Esse sentimento é motivado pela inveja e ressentimento de um povo que carece de sólido senso de identidade ou de autoconfiança, e que está sempre preocupado com o que os outros estão fazendo, dizendo ou pensando, e se permite ser arrastado de um lado para o outro.

Em contraste, aquelas pessoas que batalharam com afinco e por um longo tempo para desenvolver a própria identidade sentem prazer em ver os outros também tentando desenvolvê-la plenamente. Elas os apoiam e os incentivam em seus esforços. Alegram-se com o sucesso dos demais e possuem a capacidade de trabalhar pela felicidade e pelo bem-estar de todos.

Espero que se tornem essas pessoas de grande coração, realmente belas, admiradas e por quem as demais se sintam atraídas.

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