Ter um grande coração
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Ter um grande coração

"O papel dos líderes consiste em levar felicidade às pessoas. Esse é o requisito básico de um líder", diz o presidente Ikeda

Discurso do presidente Ikeda proferido em atividade comemorativa, em Santa Mônica, Califórnia, em 18 de setembro de 1993.


Aqueles que possuem um grande coração são felizes. Nossa prática budista possibilita que nos tornemos pessoas assim. Espero que sejam generosos e de mente aberta.


O vasto oceano possui amplitude ilimitada, ao passo que a capacidade de um pequeno lago é muito limitada.


O Budismo Nichiren é tão vasto quanto o próprio universo. Como praticantes deste budismo, tenhamos uma vida maravilhosa e ampla, prezando as pessoas à nossa volta — familiares, amigos e companheiros da organização —, abraçando-as com nosso enorme coração e desfrutando a existência juntos.


Naturalmente, devemos lutar firme e incessantemente contra atos desumanos e a injustiça, porém espero que vocês sejam sempre generosos com seus amigos e com os membros, e que sempre haja espaço em seu coração para pensar na felicidade dos outros.


Desejar fazer tudo o que puderem para apoiar e encorajar os que estão enfrentando uma doença ou dificuldades financeiras; pensar nos demais, orar por eles e empreender ações para ajudá-los — esse é o espírito dos praticantes do Budismo de Nichiren Daishonin. Esforçar-nos para levar felicidade e alegria aos outros, embora talvez nós próprios possamos estar enfrentando problemas é o retrato dos bodisatvas.


Gostaria que fossem dotados de imenso coração, — que se mantenham fortes e inabaláveis não obstante o que aconteça. Em vez de concentrar o foco em si mesmo, preocupem-se em auxiliar e transmitir esperança aos outros. Esse é o propósito de nossa prática budista, e ao perseverarmos nela, acumulamos sem falta uma sólida boa sorte.


Sempre estejam abertos às pessoas. Se virem aquelas cuja fé ou vida familiar os inspirem, por exemplo, demonstrem o espírito de aprender com elas, pois poderão lhes ensinar algo. Ter humildade suficiente para aprender com os outros constitui um parâmetro de verdadeira grandeza.


Líderes em particular são suscetíveis a se deixar tomar pela arrogância, passando a crer que sua posição na organização os torne melhor que os outros. Esta é uma tendência comum. Nesses casos eles agem com presunção e menosprezam aqueles que possuem um caráter ou realizações extraordinárias. No entanto, indivíduos que se comportam dessa maneira simplesmente afastam os outros e apagam a própria boa sorte.


Quanto mais alta a posição de um líder na organização, mais forte deve ser sua disposição de aprender com os demais. Isso é especialmente importante, pois da ótica do budismo e da Lei — da perspectiva da fé — todos os membros da SGI são “budas e divindades celestiais”.


O papel dos líderes consiste em levar felicidade às pessoas. Esse é o requisito básico de um líder.


De modo geral, aqueles que causam angústia ou sofrimento aos outros, que tentam dominar e controlar os demais, não são qualificados a exercer funções de liderança. Isso se aplica mais ainda no âmbito do Budismo de Nichiren Daishonin. Líderes arrogantes, que deixam sua função na organização subir à cabeça, despertam a antipatia de todos e, no fim, provocam a própria infelicidade.


Gostaria que se empenhassem arduamente para se tornarem líderes que outros considerem fonte de tranquilidade, clareza, paz espiritual e coragem, e assim inspirem confiança e esperança. Nunca emitam comandos ou ordens do alto de sua posição. Sejam líderes gentis e atenciosos que transmitem segurança a todos. Sejam rigorosos consigo e generosos com os outros. Essa é a característica que distingue as pessoas de forte fé.


Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.376, 17 jun. 2017, p. B2
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