Tornem-se monarcas da felicidade
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Tornem-se monarcas da felicidade

Desfrute a vida e edifique uma condição de felicidade tranquila e inabalável

Nós nos empenhamos na prática da fé “onde os seres vivos vivem felizes e tranqui­los”. Ou seja, para desfrutar a vida e edificar uma condição de felicidade plácida e imperturbável.


O ser humano tem a propensão de pensar que será feliz se adquirir fama e riqueza. No entanto, se buscar a felicidade fora do coração e ficar à mercê dos desejos, não obterá o verdadeiro sentimento de realização ou satisfação. Mesmo se obter o que deseja, essa alegria será momentânea e logo sentirá um vazio. Além disso, os desejos mundanos se inflarão cada vez mais e, quando não consegue o que busca, a insatisfação crescerá e será atormentado pela inquietação. Esta é a limitação da “satisfação dos desejos”, que busca atender as cobiças sociais. Em relação a isso, obter a iluminação do Buda – a felicidade suprema e absoluta – é o que chamamos de “ilimitada alegria derivada da Lei”. Não é algo que se obtém de fora, é o que emana da vida da própria pessoa.


Por essa razão, Nichiren Daishonin afirma claramente: “Não há felicidade maior para os seres humanos do que recitar o Nam-myoho-renge-kyo” (CEND, v. I, p. 713). É precisamente na recitação do Nam-myoho-renge-kyo que existe a “ilimitada alegria derivada da Lei”, ou seja, a felicidade maior. Em particular, é como Daishonin assegura: “Deve não só perseverar como também ensinar aos outros”, “Empregue o máximo de sua capacidade ao ensinar os outros, mesmo que seja uma única sentença ou frase” (Ibidem, p. 405-406), é exatamente na ação da prática da fé para si e para os outros que existe a verdadeira “felicidade maior”.


Uma pessoa que luta em prol do kosen-rufu é um bodisatva da terra. Daishonin diz que este bodisatva é dotado das “quatro virtudes” do Buda — eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza.


“Eternidade” refere-se à vida do Buda inerente ao Buda e a todos os seres vivos — existe de forma imutável e perene pelas “três existências” e por toda a eternidade. “Felicidade” é o estado de tranquilidade em que não há sofrimento. “Verdadeiro eu” significa que a vida do Buda é o verdadeiro eu, dotado de força e tenacidade autônomas que não são destruídas por nada. “Pureza” se refere a realizar uma pura atividade vital como uma fonte que jorra de forma abundante, independentemente do mundo impuro.


Ao estabelecer a condição de “eternidade, felicidade, verdadeiro eu e pureza” é que experimentará o verdadeiro significado da passagem “onde os seres vivem felizes e tranquilos”, e isso surge da decisão e ação de dedicar a vida para propagar a Lei [shishin guho].


Nos dias de hoje, em que o avanço do kosen-rufu entrou na era da grande correnteza, o importante é que ninguém seja sacrificado, e que todos, sem exceção, conquistem boa sorte e longevidade. Esta é minha sincera oração, bem como o meu desejo. É possuir grande convicção­ na prática da fé e, aconteça o que acontecer, recitar daimoku forte e vigorosamente até o fim. Mostrar plenamente a comprovação da felicidade de viver pelo kosen-­rufu, ensinando e incentivando as pessoas com o budismo — quero que saibam que isto equivale ao espírito de mártir.


Martirizar não é originalmente um heroísmo que cultua a morte. O grande caminho do budista da atualidade se encontra em decidir que “O kosen-rufu é minha vida!”, lutar dia a dia no mundo real, esforçando-se com forte perseverança na prática da fé para se tornar monarca da felicidade.




Fonte:


Brasil Seikyo, ed. 2315, 12 mar. 2016, p. B4


Trechos das partes 20, 21 e 22 do novo capítulo “Eterna Felicidade” do volume 29 da Nova Revolução Humana.


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