Vamos falar sobre casamento
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Vamos falar sobre casamento

A felicidade do casal depende do esforço de ambos

No volume 1, capítulo “Raios Benevolentes”, e no volume 5, capítulo “Alegria”, do romance Nova Revolução Humana, o líder da SGI, Daisaku Ikeda, conversa com integrantes da Divisão Feminina a respeito de casamento e prática budista.


Integrante da Divisão Feminina (DF): O que o senhor pensa sobre o casamento?

Daisaku Ikeda: Casamento é um assunto que deve ser decidido sem precipitação. Deve-se pensar com sensatez, considerando se a senhora não terá remorso em compartilhar sua vida com ele. Ou se pode confiar nele e amá-lo em qualquer situação. Por exemplo, a senhora já pensou como é o caráter dele? Será que os dois poderão construir uma vida em comum vencendo as diferenças de idioma e de costumes? Será que poderão manter a compreensão mútua como casal apesar das barreiras de princípios e do modo de pensar?


Se a senhora tem certeza de que se esforçará ao lado dele tendo ou não problemas na vida, seja de ordem financeira ou com o seu filho, é preciso tomar uma decisão e seguir adiante. No entanto, gostaria de advertir-lhe sobre uma coisa importante: é errado pensar que o casamento lhe garantirá a felicidade. Por um tempo, o casamento poderá oferecer a sensação de felicidade, mas, na longa jornada da vida, muitas coisas podem acontecer. Existem casos em que o casamento transforma-se numa fonte de infelicidade.


A felicidade no casamento depende do esforço de ambos. Além disso, a mudança na circunstância de vida em consequência do casamento não implica na mudança do destino individual ou do carma. Não importa com quem viva ou onde viva, se tiver o carma de ficar doente, certamente sofrerá com a doença. Se seu destino for de ter dificuldades econômicas, com certeza não se livrará delas. O importante é como transformar esse carma, o destino negativo da vida. É necessário que desenvolva uma força vital suficiente para enfrentar com serenidade qualquer obstáculo e jamais ser derrotada pelas dificuldades. A fonte dessa fortaleza é a fé.


Integrante da DF: Meu marido me apoia na prática budista, mas não pratica o budismo porque é católico. Como convencê-lo?

Daisaku Ikeda: Não há necessidade de se prender à questão de convertê-lo ou não. Por outro lado, existem certamente entre as senhoras pessoas cujo marido ou familiares são contra a prática do budismo. Nesse caso, também é tolice criar discussões e desavenças por causa de religião, gerando rancores dentro da família. Principalmente quando seu marido se encontrar em dificuldades ou tiver insucesso no trabalho, jamais o censure dizendo: “Isso aconteceu porque você não pratica o budismo.”


Eu sei que é até solitário ser a única praticante dentro da família. Mas, se a (o) esposa (o) estiver se esforçando, os benefícios e a boa sorte provenientes da prática da fé favorecerão todos os familiares. Isso é como possuir um grande guarda-chuva, com o qual pode-se proteger toda a família das gotas da chuva. Por essa razão, é um erro pensar que a família não se tornará feliz enquanto todos os integrantes não praticarem.


Naturalmente, para a felicidade familiar, é importante orar para que todos da família abracem o budismo. O ponto fundamental é cada uma das senhoras comprovar quão maravilhosa é a prática budista. Se as senhoras, como esposas e mães, tornarem-se pessoas cada vez mais admiráveis, alegres, sábias, calorosas e acolhedoras como o sol à medida que se esforçam na prática, toda a família aceitará e concordará naturalmente com o budismo. Portanto, tornar-se uma pessoa amada e confiada pelos familiares é o primeiro passo para converter a família.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.286, 8 ago. 2015, p. A2
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