Vida não é teoria, é ação
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Vida não é teoria, é ação

Ação é a marca dos praticantes do budismo de Nichiren Daishonin

Discurso do presidente Ikeda proferido na Reunião Nacional de Líderes da Divisão Feminina realizada em Tóquio, 17 de abril de 1992.


Vida não é teoria, é ação. O âmago do budismo, que ensina a essência da existência humana, também reside em agir.


Nichiren Daishonin declara: “O propósito do advento do buda Shakyamuni, o senhor dos ensinamentos, neste mundo reside em seu comportamento como ser humano” (WND, v. I, p. 851). Esta passagem tão familiar nos mostra que o budismo busca ensinar o comportamento ou conduta apropriada para um ser humano. A ação correta leva a uma vida correta e expressa o correto ensinamento do budismo.


Daishonin afirma também: “Sem prática e estudo não pode haver budismo” (CEND, v. I, p. 405). Em outras palavras, o budismo não existe isolado de nossos esforços para praticar seus ensinamentos e compartilhá-lo com os demais. Belas palavras, por si só, não é budismo, aponta ele. Trata-se de um ponto muito relevante e fundamental.


Em outro de seus escritos, Nichiren Daishonin cita as palavras “basear a mente na nona consciên­cia e conduzir a prática nas seis consciências”1 (Ibidem, p. 579). Depreende-se que devemos basear­ nossa mente no estado de vida mais puro, mais fundamental, mas praticar o budismo no mundo real, polindo e aperfeiçoando nosso interior. A afirmação mostra a importância de se empenhar na prática budista em meio à realidade deste mundo.


O Sutra do Lótus descreve o surgimento dos bodisatvas da terra. Seu emergir da terra tem um enorme significado em vários âmbitos, mas o ponto essencial é o fato de serem bodisatvas dotados de uma missão inerente, desde o remoto passado, e, por disposição própria e com muita alegria, assumirem seus postos entre a multidão de seres vivos. A questão abarca a mais profunda dimensão, completamente dissociada de convenções externas de autoridade ou formalidades superficiais.


Aqueles que propagam a Lei Mística no mundo real são bodisatvas da terra, ninguém mais além de nós, membros da Soka Gakkai.


Os quatro bodisatvas líderes dos bodisatvas da terra são conhecidos como Práticas Superiores, Práticas Ilimitadas, Práticas Puras e Práticas Consolidadas. A palavra “práticas” faz parte do nome de cada um deles.


Todos os bodisatvas da terra são pessoas de ação, não de mera teoria. Agir, devotando-se de corpo e alma, é prova de ser um bodisatva da terra. Sem agir, não se consegue construir nada; não se consegue obter sucesso nem felicidade. Isto se aplica a todos os aspectos da vida e da sociedade


Crítica destituída de ação não passa de lamentação. A lamentação destrói nossa fé e faz com que nos desviemos do caminho da felicidade.


Toda vida se mantém em movimento. O universo e a Terra se movem. As plantas, os animais e todos os seres vivos se movem. Viver é permanecer ativo, estar engajado em algo, e uma boa vida é resultado de boas ações. Uma vida maravilhosa é edificada por meio de ações corretas constantes, dia após dia. Esse é o motivo pelo qual as pessoas que continuam a se esforçar e sempre seguem em frente, não obstante as circunstâncias, são vitoriosas.


Participar das reuniões em prol do kosen-rufu com o sincero espírito de procura de aprender algo novo, realizar diálogos calorosos com familiares e vizinhos, almejando serem felizes juntos — a verdadeira essência do budismo se mantém viva mediante esforços diários­ dessa natureza, que também irradiam o benefício da Lei Mística.




Fonte:


Brasil Seikyo, ed. 2342, 8 out. 2016 - Encontro com o Mestre


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