Viver como nobre ser humano
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Viver como nobre ser humano

Qual o modo de vida mais nobre e significativo?

Com base no discurso do líder da SGI, Daisaku Ikeda, proferido na 64a Reunião de Líderes Centrais da Soka Gakkai, Tóquio, 24 de março de 1993.


“Tudo está em constante fluxo” — gravei esse discernimento do filósofo grego Heráclito em meu coração durante a juventude.

Todos os fenômenos no universo, tudo sem exceção, estão em permanente e incessante mutação.

Sobram exemplos de pessoas que subiram aos píncaros da fama e glória só para despencar nas profundezas abissais no fim da vida.

Nichiren Daishonin afirma:

Às vezes, nascemos como seres humanos, tornando-nos governantes de vários países, importantes ministros, nobres da corte, ou outras autoridades da corte, e nos julgamos incomparavelmente felizes. Desse modo, contentamo-nos com os pequenos ganhos e ficamos encantados com eles.


O Buda, entretanto, ensinou que tais conquistas são mera prosperidade num sonho, uma alegria imaginária, e que deveríamos simplesmente aceitar e abraçar o Sutra do Lótus e nos tornar budas rapidamente.


Na perspectiva budista, porém, por mais orgulhosos e presunçosos que possam ser os poderosos, as autoridades do governo, políticos ou celebridades, o status e a posição social delas não significam nada além de “prosperidade num sonho” ou uma “alegria imaginária” — uma ilusão fugaz de felicidade.


É desperdício gastar seu breve tempo na Terra correndo atrás de ilusões, vivendo em busca de glórias efêmeras ou atormentado pela inveja daqueles que parecem tê-las alcançado.


Qual o modo de vida mais nobre e significativo?

Daishonin afirma que se empenhar para atingir o estado de buda é o caminho para a felicidade eterna e constitui, em si, um modo de vida insuperável. A resposta é fazer nossa vida brilhar ao máximo como entidade da Lei Mística.


Mesmo que sua vida talvez não pareça excitante ou fascinante, o verdadeiro vitorioso, o genuíno vencedor é aquele que se esforça seriamente na prática budista, dedica-se sinceramente em prol do kosen-rufu e vive sempre junto à imperecível Lei Mística.


O kosen-rufu é um empreendimento eterno. Aqueles que se devotam a esse caminho provarão o sabor da ilimitada felicidade e alegria por toda a eternidade, assevera Nichiren Daishonin. Essa é a promessa dele. Gostaria, portanto, de declarar novamente que os membros da SGI são os principais heróis do mundo, pessoas de inigualável humanismo.


Num conhecido trecho, Daishonin observa:

É raro nascer como ser humano. O número daqueles dotados de vida humana é menor do que a quantidade de terra que podemos depositar sobre a unha. A vida como ser humano é difícil de ser mantida — tão difícil como é para o orvalho permanecer sobre a grama. Mas é melhor viver um único dia com honra do que viver cento e vinte e morrer em desonra.


Budismo consiste em vencer

Uma vida longa não é necessariamente boa. O que importa é o que deixamos para trás, que tipo de valor criamos, e quantas pessoas ajudamos a tornar felizes.


Em última análise, portanto, dedicarmo-nos ao kosen-rufu é o modo de vida supremo. É a maior contribuição possível que podemos fazer à sociedade. Gera felicidade para nós próprios e para as outras pessoas. Budismo e sociedade, fé e vida cotidiana constituem fatores inseparáveis.


Esse é o motivo pelo qual Daishonin recomenda insistentemente que trabalhemos em prol do Sutra do Lótus e do kosen-rufu e edifiquemos para nós mesmos uma reputação mediante tais esforços. Ele nos conclama a criar e a deixar um histórico de conquistas pessoais de que possamos nos orgulhar, livres de arrependimentos, com a consciência de que demos o máximo no limitado tempo que nos cabia nesta existência.


Já que vamos desafiar algo, podemos muito bem fazê-lo com uma atitude radiante e positiva. Do contrário, não terá graça. Quando empreendemos esforços por iniciativa própria e desafiamos nossos objetivos com todo o ânimo, ficamos repletos de entusiasmo e uma explosão de energia irrompe dentro de nós.


Desafiemos alegremente a nós mesmos. Aqueles que avançam com alegria acumulam boa sorte. Budismo consiste em vencer; é uma luta contínua. Aqueles que se esforçam com alegria vencem no final. Aqueles que se baseiam na fé na Lei Mística e na recitação do Nam-myoho-renge-kyo infalivelmente serão os vencedores supremos.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 2.281, 27 jun. 2015, p. B3
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