A dança é o movimento da vida!
  • ENTREVISTA

A dança é o movimento da vida!

Mayara Rosa, cita que o contato com a Soka Gakkai foi fundamental para o seu desenvolvimento profissional

Mayara tem o sorriso contagiante, é alegre. A primeira vez em que nos encontramos foi em 2013, num intercâmbio da Divisão dos Jovens da BSGI, no Rio de Janeiro. Fiz uma entrevista rápida e lhe perguntei a respeito das suas metas para o futuro. Ela, sorridente, contou que dançar era sua grande paixão e que fazer disso profissão era um objetivo de vida. Os olhos brilharam. E eu, testemunhei, diante de tamanha sinceridade, uma estrada que ali se iniciava.


O tempo passou. Para ser exata, 4 anos e após o nosso primeiro encontro, o sonho antigo de Mayara se torna realidade.


Vale salientar que, dançar é algo comum em sua família. Sua mãe da por exemplo, fez parte do Taiga, um grupo de bailarinas da Divisão Feminina de Jovens da BSGI. Seguindo seus passos, aos 7 anos, Mayara também entra para grupo: "Hoje, compreendo perfeitamente a importância do grupo horizontal na minha vida. Ser integrante do Taiga despertou em mim esse amor pela dança. Amor tão grande que foi cada vez mais tomando parte de mim, fazendo com que eu decidisse escolher esta área como profissão", cita.


Mayara dança no espetáculo Ela Dança Eu Danço, da companhia Fire Dance Studio 

Ela afirma que fazer parte da organização foi fundamental para seu amadurecimento profissional. A moça e os irmãos são da terceira geração de praticantes do budismo na família. Quem inicia essa jornada são seus avós paternos. Tempos depois, em 1984, o pai da moça decide se tornar membro da BSGI. "Como ele mesmo diz: 'Foi amor a primeira vista'", complementa.


Qual é o grande benefício de fazer parte da BSGI?

Eu costumo dizer que sou uma pessoa de muita boa sorte. Isto não quer dizer que já não tenha enfrentado grandes dificuldades ou passado por momentos que me fizeram desanimar. Porém, justamente por desde pequena estar na órbita da organização, sempre comprovei a veracidade da Lei Mística em minha vida.


Mas, além disso, o maior benefício com toda certeza é a concretização do shakubuku. Não há palavra que defina tamanha alegria que é ver amigos seus entrarem na órbita da Soka Gakkai. A decisão deles de receber o Gohonzon me fez olhar a vida de outra forma, e isso com toda certeza é um grande beneficio!


Compreendi que eu também sou responsável pela vida das pessoas. Por isso, não permito que ninguém que esteja do meu lado fique sofrendo.


Penso que, mostrar para uma pessoa que ela é capaz de transformar tudo na vida e ser feliz, e que ela possui um ilimitado potencial para isso, é algo realmente maravilhoso.


Tal pensamento me parece vir da sua unicidade com o presidente Ikeda. O que você pensa sobre unicidade de mestre e discípulo?

Ter o coração ligada ao mestre é mesmo estando longe, almejar os mesmos ideais do mestre. É lutar aonde ele não pode estar. É prezar cada pessoa. É ter o coração sempre aberto para escutar o próximo.


Ter o coração ligada ao mestre é deixá-lo tranquilo, porque tenho a consciência de que aqui existe alguém que estará sempre lutando em prol dos seus sonhos e por meio da minha postura e atuação, mais pessoas desejarão seguir este caminho!


 Mayara no espetáculo Ela Dança Eu Danço, da companhia Fire Dance Studio 

Como essa postura se reflete em seu trabalho?

A gente aplica a prática budista em tudo! E na profissão não seria diferente. É um olhar, um escutar, um cuidado, prezar cada pessoa, dar o melhor a cada momento, incentivar, persistência, não desistir, ter coragem, diferencial ... Sempre me atento a esses detalhes. E por ser praticante budista me cobro muito mais em certos aspectos, porque desde pequena aprendi que precisamos ser o agente positivo, em tudo. Todos meus amigos na dança sabem que sou budista. Justamente por isso, eu me vejo no direito de ser o "sol" no meu ambiente de trabalho. Aplico nas aulas que dou, nas conversas que tenho com meus amigos, na construção de um novo trabalho, nos bastidores ou quando problemas surgem. O budismo está alinhado atudo que vivo.


Por falar em trabalho, qual é o grande desafio de ser dançarina?

Acredito que o maior desafio entre todas as pessoas que fazem arte é justamente viver da profissão, isto é, manter-se financeiramente. Todas as profissões possuem seu lado difícil. Assim como eu, muitas pessoas que vivem de arte precisam encontrar outros meios para que esse amor possa ser assegurado. É muito investimento, tempo, pesquisa, desgaste físico e mental ... A gente segue em frente por acreditar na potência que existe na dança e na forma como ela pode mudar o ser humano. Hoje, felizmente, só trabalho com dança.


Sim, trabalho com dança! [ela frisa com um sorriso] Nós, bailarinos e dançarinos persistimos para não apenas "viver para dançar" e sim "dançar para viver".


De que forma você descreve a dança?

A dança simboliza liberdade, ser quem sou. É por meio dela que consigo revelar o que tenho de melhor. Eu me entrego, me liberto, me transformo, me enfrento ... tudo isso e muito mais eu consigo com a dança.


Quando danço procuro sempre tocar o coração das pessoas a partir da minha arte, mesmo que seja apenas de uma. Muita coisa pode ser mudada com a arte, inclusive construir um mundo de paz como todos desejamos.


Acredito que esse seja o meu papel: influenciar positivamente e cativar as pessoas com a minha dança. Seja dentro no trabalho ou na organização, preciso fazê-las sentir, refletir, tocar, se emocionar. Se não for por esse caminho, não vejo porque continuar.


Isso faz parte dos seus planos para o futuro?

Sim. Desejo continuar trabalhando com o que faço atualmente, estando em cartaz com espetáculos, dando aulas, pesquisando. E logo logo poder sair do Brasil e poder "sugar" um pouco da fonte.


Danço hip hop e tenho objetivo de ir conhecer onde tudo começou e poder agregar um pouco dessa história ao meu conhecimento também.


Além disso, tenho o desejo de entrar mais na parte de produção e figurino. Planos que já estão sendo pensados.


Fotos: 

Milena Fratelli e Conrado Tramontine.






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Mayara Cristina Rosa, tem 25 anos, é bailarina. Na BSGI é responsável pela Divisão Feminina de Jovens (DFJ) da Regional Carrão; responsável pela DFJ da RM Carrão; Subcoordenadoria Centro-Leste; Coordenadoria Centro-Leste Paulista; Coordenadoria Geral do Estado de São Paulo. Faz parte da BSGI desde que nasceu.

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