A mãe é como o sol
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A mãe é como o sol

  Texto extraído e adaptado do artigo Diálogo Sobre Mães e Filhos do Século 21, de autoria do presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, publicado na revista japonesa Daisanbunmei e também na Terceira Civilização ed. 485 de janeiro de 2009 p. 46.


Uma criança não pode se tornar um adulto completo e realizado sozinha. Isso só é possível com o apoio sincero de pais, professores e amigos. Quando elas contam com o auxílio de pessoas que realmente a compreendem, consegue se desenvolver com paz de espírito. Eis a importância dos laços de coração a coração. É na relação entre pais e filhos, entre professor e aluno e entre mestre e discípulo que as crianças aprendem a valorizar esses tipos de laços humanos — por meio da observação e à medida que crescem. Somente nessas relações humanas é que a profunda e verdadeira alegria de viver pode ser encontrada.

A mente humana é mais delicada do que supomos. Mudanças súbitas em nosso coração transformam drasticamente tudo ao redor. Por essa razão, devemos ser mais sensíveis e demonstrar mais consideração pelas crianças, conduzindo-as ao desenvolvimento e à felicidade. É essencial que numa relação entre pais e filhos, marido e mulher, os envolvidos procurem expressar abertamente os sentimentos. Dizer “muito obrigado” ou “desculpe-me” pode parecer insignificante. Essas palavras, quando ditas constantemente, fazem uma grande diferença. Também é importante que os pais não imponham opiniões aos filhos, mas que conversem e interajam com eles, levando em conta as circunstâncias e o sentimento de cada um.

Os pais também não devem ser passivos demais com os filhos, nem controladores ou superprotetores. Compartilhar os problemas e buscar soluções junto das crianças são algumas das responsabilidades dos pais. A partir de comportamentos como esses, as crianças aprenderão a viver corretamente sem falta.

O presidente Makiguchi disse certa ocasião:

“Se um pai ou uma mãe vê o filho que está dormindo chutar o cobertor até se livrar dele e não fizer nada, não estará agindo para o bem da criança, pois ela poderá apanhar um resfriado. Não fazer nada nesse caso seria tão ruim quanto tirar o cobertor. Não fazer o bem é o mesmo que fazer o mal”.

Nesse sentido, a tendência atual à apatia e à indiferença na sociedade é motivo de preocupação.

As crianças costumam se lembrar de coisas que para os adultos pareçam insignificantes. Mais do que se imagina, o comportamento espontâneo e as palavras sinceras dos pais permanecem gravadas na vida delas. Os filhos estão sempre observando os pais. No prefácio do meu livro Haha no Mi [O Bailar das Mães] escrevi: “A mãe é como o sol, o oceano, a brisa primaveril, o girassol”. O sorriso radiante que as crianças retribuem aos pais lembra o girassol. Elas estão sempre procurando os pais, o seu sol. O mesmo deveriam fazer os pais em relação aos filhos.

 

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