A meta é "não deixar ninguém para trás"
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A meta é "não deixar ninguém para trás"

Inspirado pela Proposta de Paz 2017, Thiago não perdeu tempo e decidiu pôr em prática os ideais do Dr. Ikeda. O primeiro passo foi dar aulas de português para pessoas em situação de refúgio. Confira!

"Como eu jovem, universitário de confiança do presidente Ikeda, posso dar vida à Proposta de Paz [do Dr. Ikeda]? Como vou aplicar essas diretrizes na sociedade (em casa, no bairro, no trabalho, no meu ambiente social)?".


Foi com essa consciência que Thiago Clementino decidiu pôr a teoria em prática o mais rápido possível. Ele conta que, sem saber ao certo por onde começar, se prontificou a estudar detalhadamente o conteúdo da Proposta: "Eu estudei a Proposta de Paz não apenas como uma revista, nem como um documento enviado para a Organização das Nações Unidas ou matéria de reunião e sim como meta de vida. Não pensei que eu resolveria os problemas do mundo, mas com a minha iniciativa poderia incentivar outras pessoas e assim por diante".


O que você concluiu com o seu estudo?

Percebi que a resposta estava na minha frente! O presidente Ikeda foi bem claro em cada página (como se estivesse dizendo em alto e bom som) que a meta principal é "não deixar ninguém para trás"! Garantir a dignidade da vida de cada pessoa.


Na prática, como executou a ideia de "não deixar ninguém para trás"?

Na hora que li sobre aquilo eu tive certeza sobre o que eu iria fazer e onde eu atuaria em nome de Ikeda sensei.

Então, procurei por grupos de voluntários dos quais eu pudesse fazer parte. A empresa em que trabalho, auxilia os funcionários que se interessem por ações socioambientais. Numa lista de ações voluntárias existia uma atividade que não tinha ninguém inscrito: era ensinar língua portuguesa para refugiados. Então, prontamente eu me inscrevi pela internet e o retorno foi imediato, justamente para eu que não desistisse! (risos).


Questionei a recrutadora o porquê de uma ação tão importante ser a menos procurada. Ela me respondeu que as pessoas não a consideram significativa por conta da imagem negativa que, infelizmente, um refugiado é visto pela maioria das pessoas.


Antes de iniciar as aulas, Thiago fez um curso de capacitação para compreender um pouco mais a respeito da realidade das pessoas em situação de refúgio que vivem em São Paulo: "Entendi como eram aquelas pessoas e qual deveria ser a minha postura com relação aos seus hábitos culturais e línguas diferentes."


Qual é o principal objetivo do projeto?

A ação voluntária tem a meta de proporcionar condições necessárias para que os beneficiados possam falar, ler e escrever em português, possibilitando a eles melhores condições de vida em sociedade. Então, não se trata de apenas ensinar a língua portuguesa (até por que eu não sou o expert no idioma) e sim fazer com que as pessoas possam viver no Brasil de forma digna, podendo se comunicar tranquilamente, garantindo sua integridade como cidadãos.


Como tem sido o contato com esses alunos?

Gratificante! Comecei a dar aulas na segunda quinzena de março deste ano. Temos em sala entre 8 e 12 alunos em situação de refúgio. Leciono para pessoas do Congo, Nigéria, Haiti, Colômbia e Síria. A maioria dos africanos estão no Brasil devido às pressões e ataques de grupos extremistas. Há um haitiano que veio por conta daquele grandioso desastre natural que assolou seu país, anos atrás. Uma colombiana que se refugiou em nosso país com seu filho por conta de violência doméstica. Também fiz grande amizade com os sírios, pessoas simpáticas, sorridentes e aplicadas a aprender o português. Eu me dedicarei bravamente para que essas pessoas sejam imensamente felizes e para que se transformem grandiosos cidadãos do mundo. Esse é também é o anseio do presidente Ikeda na Proposta de Paz 2017, quando cita que o fortalecimento da resiliência é elemento-chave na construção de um mundo em que ninguém é deixado para trás.


O que mudou ao seu redor com essa experiência?

No trabalho, fui designado agente socioambiental com a responsabilidade de disseminar entre os funcionários conceitos de sustentabilidade – outro assunto abordado na Proposta de Paz que posso pôr em prática em nome de meu mestre. No projeto com os refugiados, todo fim de aula, no conselho de professores, leio e explano um trecho da Proposta. Com isso, duas pessoas se interessaram pelo o budismo. Uma delas, até mesmo encerrou uma reunião com uma frase do Mestre, que ela mesma encontrou na internet. Finalizarei com a mesma citação: “A grandiosa revolução humana de uma única pessoa, um dia, impulsionará a mudança total do destino de um país e, além disso, será capaz de transformar o destino de toda a humanidade” (Brasil Seikyo, ed. 2.314, 5 mar. 2016, p. A8).


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Thiago Clementino Gomes da Silva, tem 35 anos, é publicitário. Na BSGI é vice-responsável pela Divisão Masculina de Jovens da Regional Paulista, responsável pela Divisão Masculina de Jovens do Distrito Brasil, coordenador da Divisão dos Universitários da Coordenadoria Norte-Oeste Paulista; Coordenadoria Geral do Estado de São Paulo. Pratica o budismo há 11 anos.

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