A nova fase da SGI-Paraguai
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A nova fase da SGI-Paraguai

A coordenadora da Divisão Feminina de Jovens da SGI-Paraguai, Larissa Orrego, fala sobre a prática budista e o movimento de expansão do budismo no país.


Nota do redator: Larissa visitou a Editora Brasil Seikyo na manhã de quarta-feira, 23, às vésperas do Curso Latino-Americano de Budismo (CLAB). A jovem, que é coordenadora da DFJ e funcionária da SGI-Paraguai, desde o início deste ano, está no Brasil num curso de aprimoramento.

Determinada a absorver o máximo de conhecimento, afirma que a experiência vivenciada em terras brasileiras é o suporte para novas conquistas em sua localidade. "Quero incentivar muito mais pessoas e criar uma nova história no meu país. Chegou a nova era do Paraguai!"


Como no Brasil, sabemos que em muitas regiões do Paraguai as pessoas enfrentam uma dura realidade de diferenças sociais, violência e outros problemas de estrutura social. Como praticante do budismo, como enfrenta essa situação?

O Paraguai é muito menor do que o Brasil, mas lá enfrentamos desafios grandiosos. O budismo me faz enxergar isso de outra forma, pois me sinto absolutamente capaz de transformar essa condição. Muitas vezes temos de lidar com a violência, pouca estrutura e dificuldades de mobilidade e os incentivos do Mestre e o daimoku são fundamentais para que tenhamos sabedoria e boa sorte para vencermos a cada dia, a cada visita ou atividade que realizamos.

É a prática budista que nos faz ter esperança e coragem para persistir. Meu desejo é transformar a minha localidade por meio da Lei Mística.

Morei com meu pai no Brasil durante um tempo e quando decidi voltar, as pessoas me questionavam a respeito da minha escolha. Eu sempre dizia que é justamente pelo Paraguai ser um país que tem muitos problemas que eu deveria estar lá para mudar essa condição. Afinal, tenho um grande Mestre que me incentiva a vencer as circuntâncias mais desafiadoras.


Como você conheceu o Budismo de Nichiren Daishonin?

Foi por meio do meu pai e numa época difícil para minha família, pois meus pais haviam acabado de se separar. Meu pai iniciou a prática em 1989 e mesmo distante da minha mãe, que estava no Paraguai, a ensinou o Nam-myoho-renge-kyo e ela decidiu praticar o budismo em 1991. Eu tinha 6 anos e também me converti. Cresci em meio às atividades da Soka Gakkai e a prática fez toda a diferença em nossa família, pois somos muito unidos. Também passei a polir a minha vida, sem temer os problemas e cultivando a coragem.


Por ter o budismo como base, de que forma aplica a prática às suas ações na sociedade?

Com certeza o budismo me dá uma visão mais clara das coisas e, com a prática mudei o curso da minha vida.

No trabalho, por exemplo, tenho a nítida percepção da influência do budismo. Estudo análise de sistemas na área de informática e estou prestes a concluir o curso. Persisti nos estudos e mudei também a minha vida profissional a partir dos incentivos que sempre tive na Gakkai. Hoje, meu emprego atual me dá condições de atuar ativamente na organização e de estudar como eu objetivei.

No meu emprego anterior, tive de conquistar a confiança dos meus patrões e para isso recitei bastante daimoku. Não foi fácil, mas me esforcei para ser a melhor funcionária, tal como o presidente Ikeda orienta, e aos poucos tive reconhecimento. Tive total apoio para realizar um curso de aprimoramento no Japão no ano passado e quando saí da empresa, recebi uma homenagem pela minha dedicação. Assim, acredito que vencer na sociedade seja tornar-se uma pessoa de primeira categoria.


Quais são suas expectativas para o CLAB e com relação à volta para o Paraguai depois dessa experiência no Brasil?

Sinto que esse momento é a continuidade de um novo ponto de partida que iniciei em 2015 com o encontro com o Ikeda sensei, no Japão. E estar no Brasil e poder participar do CLAB vai enriquecer meu juramento.

Junto com meus companheiros do Paraguai, iniciamos um grande movimento de propagação do budismo depois de constatarmos que esses esforços estavam se perdendo. Então, determinados a mudar essa situação, conseguimos conduzir ao budismo uma quantidade expressiva de pessoas pela primeira vez com a conversão de mais de 100 pessoas, o que nos impulsionou ainda mais! No país, temos pouco mais de 700 famílias de praticantes e o objetivo é fazer com que mais e mais pessoas possam transformar a vida por meio da prática e do daimoku. Esse é o nosso desejo.

Estamos vivendo uma fase muito especial e uma nova partida com Ikeda sensei. E quando penso no futuro vizualizo vitórias!

Fotografo:
Italo Yukimaru

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