Budismo é ação, e ação é alegria!
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Budismo é ação, e ação é alegria!

Atitudes em prol da fé são fonte de máxima alegria e vitória

Com base no discurso do presidente da SGI, Daisaku Ikeda, proferido na 9a Reunião de Líderes de Regional da Soka Gakkai, realizada no dia 5 de setembro de 2001 no Auditório Memorial Makiguchi de Tóquio, em Hachioji. Estiveram presentes nessa reunião 450 membros da SGI de cinquenta países e territórios que participavam do 1o Curso de Aprimoramento dos Jovens da SGI do século 21.


Vençam no local onde se encontram!

O pensador norte-americano Henry David Thoreau disse: “O melhor lugar para cada pessoa é o local onde ela se encontra.”1 Em outras palavras, não há lugar como aquele em que nos encontramos nesse momento.


O budismo ensina que todos possuem o estado de buda inerente e, portanto, onde quer que vivamos, é de fato a “Terra da Luz Eternamente Tranquila”. É a força da Lei Mística que nos dá condições para transformar o local onde nos encontramos agora — o local onde batalhamos diariamente com os problemas da vida — num local de vitória.


O famoso escritor russo Leon Tolstoi escreveu em seu diário: “Ainda sou atormentado pela sede... mas não pela sede de fama — não quero a fama e a desprezo — mas quero ter uma grande influência na felicidade e em torná-la útil.”2 Essa é a perfeita expressão do espírito da Soka Gakkai. Não temos nenhuma ambição egoísta pela fama ou posição, mas acalentamos o nobre desejo de conduzir as pessoas à felicidade, e oramos e pensamos sobre como concretizar esse objetivo. Tolstoi e outros filósofos realmente grandiosos de seu mesmo nível revelam um espírito muito próximo do budismo.


O romancista e pensador francês Romain Rolland escreveu: “Não pode haver uma filosofia plena, vital e genuína sem ação.”3 Isso é verdadeiro para qualquer filosofia ou religião: sem ação, elas não são autênticas. O budismo é ação, e ação é alegria!


Sêneca, antigo filósofo romano, disse: “Essa alegria que brota toda do ser é leal [verdadeira] e saudável; ela aumenta e nos atende até o fim.”4 A alegria obtida sem esforço, de coisas recebidas por adulação, de coisas roubadas ou conseguidas de forma desonesta são uma alegria falsa e enganadora que não duram muito tempo. Essa alegria rapidamente se desvanece.


Nichiren Daishonin declarou: “[Recitar] o Nam-myoho-renge-kyo é a maior de todas as alegrias”. Assim como essas palavras mostram, a suprema alegria surge de uma fé inabalável, brota de nossa própria vida. A máxima alegria e vitória vêm de uma vida dedicada à fé.


Em uma passagem da Apologia de Sócrates, de Platão, Sócrates diz: “Eu conscientizo e tento convencer e repreendo cada um de vocês, e não os deixo em paz o dia todo.”5


Sócrates desejava ir a todos os lugares para encontrar as pessoas. Ele se sentava com elas e empreendia todos os esforços para persuadi-las e refutar suas visões erradas. Para nós, isso significa apresentar o budismo aos outros. É buscar o diálogo para propagar a causa do bem e da verdade. Nós não desistimos, pois essa é a maneira mais correta de viver e o modo mais correto de agir. E é também o modelo máximo de humanidade que nos foi deixado por esse grande filósofo grego.


Acima de tudo, o que importa é seu sincero compromisso com a fé e seus dedicados esforços em prol do kosen-rufu. Meu desejo é que exercitem a sabedoria e que desfrutem uma vida saudável e feliz com base na fé e na Lei Mística.


Fonte:
Brasil Seikyo, ed. 1.637, 26 jan. 2002, p. A3 e A4
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Notas:

1. Henry S. Salt, Life of Henry David Thoreau.Londres, Richard Bentley, 1890, p. 123.
2. Leon Tolstoi, Tolstoy’s Diaries. R.F. Christian, trad. e ed. Londres, The Athlone Press, 1985, vol. 1 (1847-1894), p. 48.

3. Romain Rolland, Roman Roran Zenshu (Coletânea de Escritos de Romain Rolland). Masakiyo Miyamoto e Tokuo Ebihara, trad. Tóquio, Misuzu Shobo, 1979, vol. 36 (Cartas), julho 24, 1933, pgs. 320-321.
4. Sêneca, Ad Lucilium Epistulae Morales, in Sêneca in Ten Volumes, v. 6, com tradução em inglês de Richard M. Gummere. Cambridge, Massachusetts, Harvard University Press, 1925, p. 119.

5. Platão e Aristófanes, Four Texts on Socrates: Plato’s Euthyphro, Apologia, e Crito e Nuvens Aristófanes. Thomas G. West e Grace Starry West, trad. Ithaca e Londres, Cornell University Press, 1984, p. 82.

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