Como manter a esperança num mundo caótico?
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Como manter a esperança num mundo caótico?

É neste mundo caótico em que vivemos onde se encontra a nossa oportunidade para conquistarmos uma vida plena

Atualmente basta abrirmos as páginas da internet, ligarmos no noticiário na televisão ou atualizarmos o feed de notícias das redes sociais para presenciarmos uma realidade preocupante e cheia de desesperança: desastres naturais na América Central e nos Estados Unidos, tiroteios na maior favela do Rio de Janeiro, ameaça de bombardeio ao Japão por parte da Coreia do Norte. Inclusive, essa triste realidade se torna parte do nosso cotidiano quando nos deparamos com o aumento de preços devido à crise econômica, conhecemos alguém que sofreu com o preconceito recentemente ou presenciamos uma cena de desrespeito na fila do banco ou no transporte público.


É neste mundo caótico em que vivemos onde se encontra a nossa oportunidade para conquistarmos uma vida plena e esperançosa. Parece contraditório, mas é essa a lição inspiradora que o budismo nos ensina. Para os associados da BSGI, a esperança passa longe de ser apenas expectativa de que algo bom aconteça ou a utopia de que um dia as coisas serão diferentes. Esperança é a crença na potencialidade de todos os seres humanos, evidenciada pela recitação do Nam-myoho-renge-kyo ao Gohonzon.


O presidente Ikeda nos incentiva dizendo: “Sejam jovens ou idosos, desejo que abracem com convicção a esperança na vida diária e vivam em prol dessa esperança. A fonte da energia vital que permite viver por essa esperança encontra-se no Gohonzon, que contém a própria vida do Buda Original Nichiren Daishonin.” (Brasil Seikyo, ed. 1.517, 31 jul. 1999, p. A5)


Portanto, quando oramos ao Gohonzon, evidenciamos o ilimitado potencial de nossa vida e, assim, temos a coragem de enfrentar esta árdua realidade com sabedoria e conduzir nosso dia a dia com refrescante energia. Além disso, essa prática da fé cotidiana nos permite compreender que a transformação deste mundo caótico depende da nossa ação individual e, assim, passamos a agir com senso de humanidade em nossos espaços de interação e a ensinar as pessoas sobre este ensinamento da dignidade da vida. Desse modo, nós, praticantes do Budismo Nichiren, nos mantemos otimistas diante dos desafios que a sociedade enfrenta porque acreditamos que a chave da mudança se encontra prática do daimoku e do shakubuku, ou seja, fazendo despertar em cada indivíduo para o seu potencial de buda e exercitando-o diariamente.


Assim, ainda que para a maioria este mundo caótico represente a causa de nossas preocupações e falta de otimismo, para nós é a oportunidade de colocarmos em prática a crença na humanidade, de acordo com o que Budismo Nichiren nos ensina, e construirmos um mundo cheio de esperança. Para tanto, é hora de abandonarmos a posição de espectadores dessa realidade e assumirmos, verdadeiramente, o nosso papel como protagonistas da mudança.

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Monique Tiezzi den Hartog é internacionalista. É coordenadora da Divisão Feminina de Jovens da BSGI; faz parte da Coordenadoria Geral do Estado de São Paulo; Coordenadoria Norte-Sul Paulista. É associada da BSGI desde que nasceu.

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