Construir o futuro
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Construir o futuro

Nota do redator: Douglas Yoshioka, tem 17 anos, é vice-responsável pela Divisão dos Estudantes do Distrito Valinhos, RM Campinas Sul, CMSP. Assim como sua mãe, faz parte da BSGI desde que nasceu.



Douglas e a família em viagem de férias
 

Desde pequeno, Douglas acompanhava os pais nas atividades da BSGI. Ele cresceu e se transformou num jovem com muitos sonhos e com coragem de sobra. Quando perguntado a respeito do futuro, visualiza 2030: "Quero ter sucesso no trabalho, ótima saúde, fazer várias novas e boas amizades, adquirir experiência viajando para outros países, inclusive para o Japão e concretizar muitos shakubuku, demonstrando quão grandioso é Ikeda sensei".


Como foi a sua infância?

Eu me lembro que participava das reuniões da BSGI com meus pais e, mesmo ainda não entendendo muita coisa, eles sempre me incentivaram a praticar o budismo. Eu me lembro também que tive muitos problemas de saúde como asma, bronquite, rinite, adenoide, desvio de septo e por isso, vivia fazendo inalação e tomando muitos remédios. Quando tinha 3 anos, em uma das idas ao hospital tive uma convulsão e os médicos achavam que era meningite, mas tive boa sorte e logo descobriram que convulsionei por causa de febre alta. Devido os problemas de saúde, comecei a fazer judô e natação.


Como fez para conciliar tantas atividades com os estudos?

Eu me esforçava bastante para conseguir organizar o meu tempo. Em 2009, estava terminando o ensino fundamental I, 5º ano, e como meus pais sempre me incentivaram a estudar, fiz prova para concorrer a uma bolsa de estudos numa das melhores escolas da região e consegui 55% de bolsa! A minha maior dificuldade foi que eu nunca havia aprendido inglês antes, e nas provas tive de ler alguns textos. Para mim era dificíl e acabei ficando de recuperação. Então, eu me empenhei nos estudos sozinho lendo apostilas e traduzindo alguns textos, e foi assim que passei tranquilamente no teste. No mesmo ano comecei um curso de inglês.


Foi nessa época que entrou na banda Taiyo Ongakutai (TO)?

Foi mais ou menos nesse período. Eu tinha 10 anos e decidi tocar saxofone! Então, comecei a recitar mais daimoku, pois o instrumento não era barato. No dia 16 de abril de 2011, meu pai, minha irmã e eu fomos para São Paulo comprar o sax. Fiquei muito contente , pois estava realizando um dos meus sonhos.


Você se lembra da primeira apresentação que fez na banda?

Aconteceu no dia 7 de setembro de 2011 e nos preparativos aconteceram vários ensaios pois tínhamos muitas partituras para decorar, era bem cansativo. Num dos últimos ensaios, infelizmente o meu sax caiu no paralelepípedo e amassou a parte de fora, entortando o eixo. Custei a acreditar que aquilo estava acontecendo porque o dia da apresentação estava próximo e cheguei a pensar que não participaria. Para minha surpresa, sabendo do acontecimento, o responsável do TO na época me emprestou o seu saxofone. Assim, consegui participar do grande desfile cívico com muito sucesso. Agradeço a ele pela benevolência!

Douglas toca saxofone no Taiyo Ongakutai desde os 10 anos
 

Devido os problemas respiratórios, ainda em 2012, Douglas é submetido a uma cirurgia para reverter a adenoide. "Além disso, o médico descobriu um problema que eu tinha na úvula e na cirurgia eliminou a bactéria que se alojava no local. Tudo ocorreu perfeitamente."

Ele muda de assunto e se recorda que após a recuperação, retomou os estudos e seus esforços resultaram num certificado de participação da Olimpíada Brasileira de Informática, que recebeu em fevereiro de 2012, e no ano seguinte, na Olimpíada Brasileira de Física recebeu não só um certificado como também uma medalha de bronze pelas suas habilidades.


E o ensino médio?

Terminei o ensino fundamental II em 2013 e no mesmo ano meu avô paterno faleceu. Agradeço a ele por tudo o que fez por mim, até mesmo quando não me dexava assistir Power Rangers, pois as notícias do Japão passavam na tv no mesmo horário (risos).

Enfim, segui em frente e incentivado pelo meu pai me dediquei a estudar para os vestibulinhos nas duas instituições em que prestei. No primeiro não fui aprovado, fiquei muito triste, mas não podia desistir pois ainda tinha mais um resultado para sair. E, com bastante daimoku fui aprovado! Hoje estou o último ano do ensino médio, do curso de eletrônica e também último semestre do curso de inglês.


Quais são seus próximos objetivos?

Na família concretizamos um grande objetivo recentemente que foi comprar uma casa nova com um bom espaço para realizar as reuniões do bloco e da comunidade. Estamos muito felizes!

Pessoalmente, quero cursar engenharia da computação na Universidade de Campinas e estou me dedicando para isso. Finalizo com um trecho do poema do presidente Ikeda dedicado ao Taiyo Ongakutai: “Ultrapassando o orgulho, a técnica ou a capacidade, avancem com a forte convicção de que os sons comoventes, os sons que podem dominar os corações do povo, são aqueles nos quais transbordam a poderosa paixão e o puro shinjin".

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