Desemprego e criação de novos negócios
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Desemprego e criação de novos negócios

Nos artigos anteriores tratamos sobre a questão do Desemprego & Vitória com foco na inserção no mercado de trabalho. Vimos que no Brasil existem 9,1 milhões de pessoas desempregadas. A dificuldade econômica, aliada a grave crise política que se instaurou em nosso país, tem contribuído para o aumento desse número. Vamos tratar agora sobre o desemprego, mas associado a outro fator: ao da criação de novos negócios.

Com a economia pouco aquecida o mercado de trabalho apresenta menor número de vagas. Para quem ficou desempregado foi dada a largada da corrida pelo emprego: inserir currículos em sítios, agências, fazer contatos com amigos, fornecedores, colegas do trabalho anterior são algumas alternativas.

Diante desse cenário, alguns querem se recolocar, mas não conseguem. Apesar de todos os esforços o mercado parece não ter espaço para todo mundo. No entanto, “as contas não querem saber disso” e os compromissos assumidos precisam ser honrados. Então, o que fazer?

Muitos decidem abrir seu próprio negócio. Cabe considerar também que há casos de pessoas que não necessariamente estão desempregadas, mas têm o sonho de ter sua própria empresa, ser o próprio patrão.

Com mais de vinte anos de experiência trabalhando com a temática empreendedora e a criação de novos negócios, posso dizer que empreender requer bastante trabalho, dedicação e esforço.

Como existem vários fatores envolvidos, neste artigo vamos tratar inicialmente sobre uma questão crucial para a criação de novos negócios: o planejamento. Antes de investir, fechar contrato de aluguel, registrar a empresa, etc, é necessário fazer o que? Planejar. Deixar a emoção de lado e fazer conta!

O planejamento é uma etapa tão importante que o presidente da Soka Gakkai Internacional, Dr. Daisaku Ikeda, destaca: “... é vital que esforços iniciais baseiem-se num planejamento cuidadoso. A abertura de novos caminhos deve ser apoiada pela perseverança”. Assim, para iniciar qualquer empreendimento torna-se imprescindível fazer o planejamento. Para isso, existem algumas ferramentas que auxiliam bastante, como por exemplo, o Canvas e o Plano de Negócios.

O Canvas é um quadro de modelo de negócio que “serve para planejar e visualizar as principais funções de um negócio e suas relações”. Já o Plano de Negócios permite estudar detalhadamente os cenários (pessimista, mediano e otimista) a fim de verificar se a atividade que pretende iniciar é viável ou não, analisar seu público alvo, o investimento inicial necessário, custos, riscos, a taxa de retorno, entre outros.

Há diversas instituições que oferecem gratuitamente programas, livros e aplicativos. Neste sentido, indicamos uma entidade que é referência nacional: o Sebrae. No final deste post disponibilizamos o endereço eletrônico com informações sobre onde acessar o Canvas e o Plano de Negócio.

Mas apesar de todas as informações disponíveis, muita gente tem o pensamento de “primeiro fazer para depois ver se vai dar certo”. Acreditando que tudo realmente sairá conforme o esperado, desconsidera os riscos e se predispõe a perder tempo, dinheiro, amigos, se desgastar e até mesmo ficar endividado.

Um exemplo de como isso funciona na prática: uma pessoa que gosta de cozinhar decide abrir seu próprio restaurante. Pedimos atenção nesse ponto importante: para abrir um restaurante não é necessário somente gostar de cozinhar. Há outros aspectos gerenciais que devem ser considerados. Caso uma pessoa tenha apenas habilidade na parte gastronômica o ideal é ter um sócio (ou um funcionário) com conhecimento complementar.

Além disso, alguns estudiosos pedem para os futuros empreendedores responderem a seguinte pergunta: “Que tipo de problema seu negócio pretende resolver?” Antes de abrir uma empresa, pense que seu negócio precisa ter uma proposta de valor que ofereça soluções para seus clientes.

O professor Daisaku Ikeda orientou: “Nada é mais poderoso que a oração; é a força motriz que muda tudo. Uma oração fortemente motivada para a vitória produz imensa convicção, planejamento cuidadoso e ação corajosa”. Repare que a prática budista nos permite evidenciar sabedoria para fazer uma excelente pesquisa de mercado, ter a boa sorte de conversar com pessoas que têm experiência no ramo que pretende atuar, conhecer as dificuldades do setor e identificar novas oportunidades.

Já ouviu este ditado?: “Na crise enquanto alguns choram, outros vendem lenços”. Pois é, um praticante budista, por meio de um cuidadoso planejamento e forte oração, torna-se capaz de “vender lenços”! Afinal, o que não faltam são clientes ávidos por produtos e serviços que ofereçam soluções para melhorar suas vidas. Portanto, um bom planejamento associado a uma forte oração são fatores importantes para a criação de novos negócios capazes de gerar valor para a sociedade!

Conheça mais clicando em:

1) Canvas – Quadro de Modelo de Negócio

2) Plano de Negócio - Cartilha

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