Diga não à indiferença
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Diga não à indiferença

A postura budista diante o sofrimento do outro

A força do indivíduo


Qual é o poder real de uma pessoa comum do povo? É imenso, ilimitado! O budismo de Nichiren Daishonin é a religião mundial ensina que o valor e o respeito merecido por uma única pessoa é maior que o planeta inteiro.

Para praticar essa filosofia da valorização do indivíduo é preciso coragem para perceber o sofrimento alheio, além de ousadia para puxar conversa e alegria transbordante para despertar no próximo nova vontade de viver. A chave é jamais ser indiferente aos outros.

Diga não à indiferença


Daisaku Ikeda encoraja sobre a postura budista diante do sofrimento do outro:

“É fácil falar em amor ao próximo, mas é muito difícil dispor-se a ajudar um estranho com problemas. As pessoas tendem a evitar se envolver, fingindo não perceber o que está acontecendo. Pode parecer algo insignificante, mas é preciso coragem e compaixão para ajudar um desconhecido em situação difícil. A concretização de ideais como a paz mundial e o amor pela humanidade começa com a postura de cada indivíduo ao lidar com as situações e os problemas que o rodeiam todos os dias.” (Nova Revolução Humana, v. 1, p. 172).

No volume 9 da Nova Revolução Humana encontramos a história da Sra. Toshie Takai e seu marido, Heiji. Um ano depois de eles entrarem para a Soka Gakkai, Heiji sofreu um leve derrame cerebral enquanto conversava com um amigo.

Vou me curar com a fé


Heiji sentiu repentinamente que a língua estava presa e percebeu que não conseguia fechar o olho. O lado direito do corpo começou a ficar paralisado:

“Toshie ficou assustada:

– O que está acontecendo com você? Vamos logo para o hospital!

Heiji respondeu com dificuldade.

– Não..., não vou. Enfim meu carma se manifestou. Eu... eu... eu vou me curar com a fé!

Embora fosse uma decisão que fugia ao bom senso, Heiji tinha forte convicção de que venceria a doença com a prática da fé. Além disso, era teimoso.” (Ibidem, v. 9, p. 135)

Desafio pessoal


Obviamente, a recomendação de Ikeda sensei é sempre procurar um médico para assuntos da saúde. Heiji sabia disso. Mas estava firmemente disposto a desafiar sua circunstância e mostrar o poder do Nam-myoho-renge-kyo. Ele pensou: “O que está acontecendo comigo é a amenização dos meus problemas futuros e, portanto, chegou a hora de transformar o destino de uma vez por todas”.

A esposa não conseguiu convencê-lo a procurar um hospital; ele estava destemido e na mesma noite foi para a reunião de palestra arrastando a perna.

Shakubuku sem medo de nada


Mesmo com o corpo semiparalisado, Heiji percebeu que a força da mudança estava na prática budista e continou falando do budismo todos os dias. Seu olho direito não fechava e a saliva escorria pelo canto da boca, quase não conseguia falar. Mas não sentia o menor constrangimento e ia ao encontro das pessoas com ousadia e alegria desejando que todos o vissem naquele estado físico.

“Ele bradava em seu coração: ‘Vejam como estou agora. Mas, com toda a certeza, haverão de presenciar a prova real da prática da fé por meio da minha transformação!’

Contudo, a reação das pessoas era fria. Algumas até riam em sua cara.

– Se é para ficar como você, prefiro morrer a praticar o budismo!” (Ibidem, p. 138).

Heiji não desanimava ante os olhares de reprovação. Sua filosofia era sólida e sua energia, máxima. As críticas só intensificavam seu empenho na recitação do daimoku e no diálogo com as pessoas. Ele despertou para seu real poder, descartou o medo e agiu.

— Toshie, já cheguei. Você está em casa? —, disse Heiji ao chegar ao lar dez dias após o derrame.

— Você não percebeu que sua voz está normal? Você está falando sem nenhuma dificuldade... —, retrucou a esposa.

Heiji nem havia notado que estava falando normalmente. — Eu consigo falar, não tenho mais nenhum problema — expressou em voz alta após pronunciar várias palavras e frases —; estou curado!

— Como estão o braço e a perna? Consegue movimentá-los? — questionou a mulher ao que Heiji levantou o braço direito e caminhou pela sala. — Estou curado. Não sinto mais nada! —, comemorou ele.

— Você está realmente bem! —, enalteceu a esposa, em êxtase. Os dois se abraçaram e choraram de alegria. Aumentaram a fé infinitamente e a vitória de ambos criou ondas de esperança e shakubuku na região onde moravam.


Fonte:

Brasil Seikyo, ed. 2386, 09 set. 2017, p. A9
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