É pura determinação!
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É pura determinação!

Bruna Freitas de Paula e Silva, tem 30 anos, casada, é bombeira militar e psicóloga. Mora em Belo Horizonte. Pratica o budismo há 14 anos.


Bruna na base do Corpo de Bombeiros
 

Nota do redator: Ao contar sobre os obstáculos que ultrapassou com base em sua fé, Bruna revela: “Encontrei na filosofia budista o sentido de viver e a certeza de que posso concretizar os meus sonhos”.

Um deles era ser bombeira militar e ela conta que ao tomar tal decisão não foi levada a sério entre os amigos, mas isso não a intimidou. À essa altura a moça tinha determinação de sobra para seguir em frente e conquistar sua meta.


Como surgiu o desejo de se tornar bombeira militar?

Foi um pouco depois de eu terminar a faculdade de informática industrial e também já fazia parte do Grupo Cerejeira. Como estava envolvida com as atividades da BSGI, me encontrando e incentivando as pessoas, percebi que a possibilidade de salvar vidas que essa profissão me proporcionaria, seria um complemento à minha missão como budista.

Objetivei ingressar no Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais. O concurso teve 3.537 inscritos para 27 vagas. Na época, muitos diziam que eu deveria ter um segundo plano, caso não desse certo. Mas eu não tinha segundo plano! Tenho um mestre [Daisaku Ikeda] que me orienta a concretizar todos os meus sonhos e uma filosofia de vida grandiosa. Por isso, nunca tive dúvidas de que conseguiria. Assim, em outubro de 2008,  ingressei no Corpo de Bombeiros. Venci!


Quando o budismo entrou em sua vida?

O Budismo de Nichiren Daishonin chegou na família por meio do meu pai que havia sofrido um surto psicótico e, com o budismo, deu a volta por cima e se associou à Soka Gakkai. Eu somente participei de uma atividade da BSGI pela primeira vez cinco anos depois quando fui convidada por um rapaz que entregava o jornal Brasil Seikyo em casa. A reunião comemorava o 16 de Março, Dia do Kosen-rufu. Senti uma energia tão forte que iniciei a prática dois meses depois.



Bruna e Thiago se casam em 2014
 

O que mudou dali em diante?

Eu mudei! (risos). Antes de conhecer o budismo não tinha amigos por ter vergonha das pessoas. E com meus pensamentos suicidas, achava que morreria até os 18 anos. Morava com meus avós por não suportar as brigas em casa e isso me deixava mais triste. Meu pai, diagnosticado com esquizofrenia, bebia exageradamente, piorando a doença. Então, muitas noites dormia na casa dos meus pais, por me sentir responsável por proteger minhas irmãs que ainda moravam lá.

Foi aí que decidi que venceria com base na recitação do Nam-myoho-renge-kyo. Também resolvi me aproximar das pessoas e para isso, visitava os membros da BSGI da região. Ás vezes não tinha o dinheiro do ônibus, mas o sincero desejo de me dedicar à felicidade das pessoas fez com que eu conseguisse uma bicicleta emprestada. Aquela dedicação me fez transformar completamente a minha vida.


O que mais a agrada nessa nova Bruna?

Eu me sinto confiante. Isso ficou evidente para mim, depois que passei a fazer com que outras pessoas praticassem o budismo também. Eu avancei porque tinha o juramento de não ser derrotada pelas adversidades. Mesmo quando fui diagnosticada com transtorno bipolar, em 2010, por meio da prática continuava incentivando as pessoas e me superei ainda mais ao concluir a graduação em psicologia. Na época, atuava pelo grupo Cerejeira e depois, pela Divisão dos Estudantes da RM. Em três anos de luta pelo norte mineiro ensinei o budismo para muitas pessoas e concretizei shakubuku, pois tive a oportunidade de me encontrar com muitos jovens. Foi uma etapa inesquecível!


Bruna, Thiago e o bebê Miguel
 

Nota do redator: Em meio aos constantes esforços na organização, ela iniciou uma bonita história com o companheiro, Thiago, o rapaz que entregava o BS para a família da jovem no início da prática. Eles se casam em cerimônia budista em 2014. No ano seguinte, ela participa de um curso de aprimoramento da SGI no Japão e lá, renova a decisão de viver em prol da felicidade das pessoas a começar pela mãe e uma das irmãs que passam a praticar o budismo também.


Você se sente realizada?

Muito. Tenho uma família maravilhosa, um mestre e uma filosofia de vida grandiosa. Desde que soube que seria mãe, me senti muito agradecida. E ao ver o Miguel [filho] pela primeira vez senti o desejo de ser a melhor pessoa possível.  

Tenho a  boa sorte de viver com base nos melhores ensinamentos de todo o universo que se concentram no Budismo de Nichiren Daishonin.  Com isso, meu sentimento é de que esteja assegurada a verdadeira nova era do kosen-rufu mundial. Quero me tornar um ser humano de grande valor que impulsione este descortinar!


Tem planos para o futuro?

Tenho planos agora junto à Divisão Feminina da BSGI da minha localidade e quero me dedicar ao desenvolvimento da organização apoiando os jovens. Mas, também quero me especializar profissionalmente na corporação, Bombeiro Militar, na área de prevenção de acidentes. Atualmente trabalho na área de análises e vistorias em edificações com o objetivo de diminuir drasticamente o índice de incêndios urbanos, por isso, quero estudar mais.


*Entrevista com base no  BS, ed. 2.251, 15 nov. 2014. p. A4

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