E se mesmo diante dos meus esforços a pessoa decide se afastar da prática da fé?
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E se mesmo diante dos meus esforços a pessoa decide se afastar da prática da fé?

Dê o primeiro passo e dedique-se a incentivar cada pessoa ao seu redor a jamais retroceder na prática budista

A Brasil Soka Gakkai Internacional (BSGI) conta atualmente com aproximadamente 200 mil associados. Desde a sua fundação em 1960 o número de filiados vem crescendo graças aos membros que não medem esforços em ensinar e propagar os ideais humanistas da Soka Gakkai.


O nosso mestre Daisaku Ikeda comenta que “A Soka Gakkai se levantou para cumprir a ordem e o desejo do Buda a ampla propagação da Lei Mística por todo o planeta. É a única organização harmoniosa de 'diferentes em corpos, unos em mente' no mundo. É chamada de família porque nela se encontra em todo lugar uma rede de seres humanos solidários e calorosos”. (Brasil Seikyo, ed. 2.375, 10 jun. 2017, p. B2).


Neste caminho rumo à propagação, ou melhor, na construção harmoniosa para “estabelecer o ensinamento correto para a pacificação da terra” nem sempre todas as pessoas que se tornam membros oficiais permanecem praticando, sejam elas veteranas ou iniciantes. O que não deve ser um motivo de desânimo para os membros ativos, ou que, por esta razão, deixemos de cumprir com a nossa principal missão como discípulos que é comprovar na própria vida a força da prática da fé e transmitir para as pessoas a essência do budismo de transformar toda e qualquer dificuldade.


Quando alguém deixa a organização, independentemente da razão, não podemos nos abalar. Nesta hora devemos manifestar a nossa fé, afinal, “Fé é não se abalar diante de nenhum obstáculo” e “A Soka Gakkai sempre será uma organização de fé” afirma Ikeda sensei (Brasil Seikyo, ed. 2.373, 27 maio 2017, p. C4).


seja o primeiro a encorajar

O budismo aponta que a felicidade não é a ausência de dificuldade, mas sim em ter um “eu” inabalável e que diante de qualquer obstáculo não devemos perder a esperança de que tudo é resolvido quando praticamos o Budismo Nichiren corretamente. Entretanto, algumas pessoas decidem abandonar a fé. Ikeda sensei comenta que “pessoas de forte fé nunca se estagnam nem ficam num beco sem saída. Aqueles que perseveram na fé experimentarão o poder de perceber dentro de própria vida o mesmo grandioso estado de buda alcançado por Daishonin” (Brasil Seikyo, ed. 2.370, 6 maio 2017, p. B1-B4).


Diante disso qual o nosso papel como discípulos e companheiros de organização? É nunca desistir das pessoas: visitá-las, procurar saber o que se passa em sua vida, incentivá-las constantemente – baseando-se no budismo e não em suposições – levá-las para as atividades etc. O mais importante é termos em mente que “tudo começa com nossa atitude e nossos esforços. Não se trata dos outros, mas sim de nós. Se tudo o que as pessoas fazem é passar o trabalho duro para as demais enquanto tentam evitar qualquer esforço, podem se tornar arrogantes e apagar a boa sorte acumulada” (Brasil Seikyo, ed. 2.299, 14 nov. 2015, p. A2).


Daisaku Ikeda, terceiro presidente da Soka Gakkai, salienta que “O Budismo de Nichiren Daishonin é a mais sublime filosofia de vida do mundo. Ao viver com base neste budismo, sem falta haverão de se tornar os maiores filósofos da vida e doutores da felicidade do mundo” (Brasil Seikyo, ed. 2.243, 13 set. 2014, p. A2).


O Mestre comenta ainda que “Um budista deve ter um espírito tão indomável como um sólido rochedo. A fraqueza é maléfica e prejudicial para a nossa causa. Devemos ter o espírito forte como o aço, e o coração de um leão. A covardia é prejudicial, pois alegra os inimigos do budismo e obstrui o avanço do kosen-rufu. O covarde não pode saborear o verdadeiro benefício da fé; sua capacidade de extrair o poder do Buda e o poder da Lei [do Gohonzon] fica enfraquecida em sua vida” (Brasil Seikyo, ed. 1.458, 25 abr. 1998, p. 3).


Líderes devem dar o apoio que os membros necessitam para vencer

Penso que líderes são fundamentais no avanço do kosen-rufu. A Soka Gakkai precisa de líderes que estejam dispostos a caminhar ao lado dos membros, apoiá-los na compreensão teórica e na aplicação do budismo na vida diária. O Mestre menciona que “O fato de serem líderes não os torna grandiosos. Ter cargo na organização não lhes dá um status elevado. As pessoas mais nobres de todas são aquelas que que apresentam outras aos ensinamentos de Daishonin, que visitam cada membro, oferecendo-lhes incentivos e orientações. Uma pessoa não é grandiosa simplesmente em virtude da posição que ocupa. Não deve haver confusão em relação a esse ponto. Quero deixar isso claro de uma vez por todas” (Brasil Seikyo, ed. 2.206, 7 dez. 2013, p. B2).


O segundo presidente da Soka Gakkai, Josei Toda era bastante rigoroso: “Nós não precisamos de líderes covardes. Qualquer líder que não esteja mais totalmente comprometido em se empenhar junto conosco em prol do kosen-rufu, propagando o Budismo de Daishonin, fazendo shakubuku, e ajudando as pessoas que estão sofrendo devem deixar a Gakkai. Sua presença não é desejada. Essas pessoas são um estorvo e acabarão poluindo a Gakkai com sua impureza” (Brasil Seikyo, ed. 1.811, 10 set. 2005, p. A3).


O presidente Ikeda menciona que estas são palavras duras do Sr. Toda, mas repletas de verdade e complementa: “Os líderes que têm a atitude de não se importar se não fizerem nada porque alguém cuidará de tudo são irresponsáveis e covardes. A pessoa corajosa levanta-se só e não depende dos outros. Esse é o espírito da Gakkai. Tudo se resume a cada um de nós" (Ibidem).






E se mesmo diante desses esforços a pessoa decidir se afastar da prática da fé?

Temos que respeitar a decisão de cada um, mas também estarmos sempre abertos e preparados para caso alguém decida retornar à organização. O mais importante é cada um estar convicto de que fez o possível e impossível para incentivá-lo.


No romance Nova Revolução Humana o presidente Ikeda comenta: “Existem casos em que a pessoa a quem ensinaram o budismo acaba se afastando da fé, por mais que lhe tenham dedicado atenção e cuidados com toda a sinceridade. Mas jamais devem considerar isso como responsabilidade de quem realizou o shakubuku [apresentador]. Por exemplo, digamos que uma pessoa tenha construído uma ponte dedicando o máximo de seus esforços. Apesar de ela ensinar às demais que se atravessarem por essa ponte elas alcançarão a felicidade, algumas desistem no meio do caminho e voltam atrás. A responsabilidade é da pessoa que desistiu – uma escolha dela própria. Por isso, os senhores não precisam ficar desanimados se isso acontecer”.

Ele continua: "O fato de terem se empenhado para realizar o shakubuku com o objetivo de cumprir sua missão como mensageiros do Buda está para sempre gravado em sua vida e sem falta florescerá como benefícios. Sem dúvida alguma a órbita da sua felicidade já está aberta. Por favor, tenham forte convicção disso e continuem desafiando vigorosa e corajosamente a promoção do shakubuku com radiante e renovado espírito.

O incentivo existe justamente para tirar o peso que angustia o coração dos companheiros que se dedicam com total sinceridade visando ao kosen-rufu para atuarem com ânimo, alegria e imensa disposição" (Brasil Seikyo, ed. 2.171, 16 mar. 2013, p. A).


O Mestre ainda comenta que o “Nosso coração, ou nossa mente, manifesta-se em nossas ações. Um buda nunca é interesseiro nem desonesto. A condição de vida do estado de buda manifesta-se nas ações de atenção e benevolência para com as outras pessoas, tais como ajudar os vizinhos, incentivar os amigos que estão sofrendo e compartilhar a grandiosidade da Lei Mística com os outros” (Brasil Seikyo, ed. 2.088 - 18 jun. 2011, p. A10).

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Renato de Freitas Nunes, tem 37 anos, é psicólogo clínico. Na BSGI é secretário do grupo Flor de Lótus e responsável pelas 5 divisões do Distrito Cristália; RM Ipiranga; Coordenadoria-Geral do Estado de São Paulo; Coordenadoria Norte-Sul. É colaborador do Núcleo de Orientação Social da BSGI (NOS). Pratica o budismo há 32 anos.

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