Eu sou o agente transformador do local onde vivo
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Eu sou o agente transformador do local onde vivo

A força capaz de transformar qualquer situação existe dentro de nós

Imagine viver num lugar onde você, sua família e as pessoas ao seu redor não têm expectativas de uma vida digna, sofrendo com escassez de alimentos e falta de recursos, destinados a morrer de fome. Como manifestar esperança diante disso? Onde encontrar a força capaz de transformar tal situação? Nichiren Daishonin nos incentiva a não desviar os olhos da realidade que nos cerca, mas enfrentá-la.

Num vilarejo no Malawi, um dos países mais pobres do mundo segundo a Global Finance Magazine, havia um garoto, um simples camponês, que acreditava num futuro melhor. Mesmo diante a dura realidade de sua comunidade, se manteve firme em sua determinação de se dedicar ao máximo e abrir caminhos para a transformação daquela realidade. 

Essa é a história de William Kamkwamba e sua família. Em 2001, quando ele estava com 13 anos, a região onde morava foi assolada por uma seca e a plantação de sua família acabou devastada. Sua mãe, uma mulher forte e resiliente. Seu pai, um homem que deixava de comer para alimentar seus filhos. Sem poder continuar com os estudos, William encontrou numa pequena biblioteca próxima a sua casa o caminho para persistir em seus sonhos. Desafiou a falta de recursos e, inspirado por um livro de ciências, utilizou materiais recolhidos em ferros-velhos para construir uma “simples máquina que transformou a sua vida”, como ele descreve nesta palestra:


O moinho de vento construído por William gerou energia elétrica capaz de irrigar o solo de todo o vilarejo, possibilitando que as famílias retomassem suas plantações. Ele transformou angústia e preocupação em determinação e ação, gerando uma mudança positiva em cadeia. Sua história foi publicada no livro “O Menino que Descobriu o Vento”, lançado em 2011 e é o enredo do filme de mesmo nome disponível na Netflix desde o dia 1 de março. 


Um outro exemplo de como somos capazes de transformar a realidade que vivemos é de uma engenheira solar que vivia numa aldeia na Tanzânia. “Apesar de ter uma deficiência, ela se esforçou muito para desenvolver suas habilidades e pôr seu conhecimento à disposição dos seus companheiros aldeões. No início, poucos homens a respeitavam como engenheira, mas quando ela instalou aparelhos solares e consertou equipamentos quebrados, levando luz a toda comunidade, começou a ganhar o respeito de numerosos homens.” Este trecho está contido na Proposta de Paz escrita por Daisaku Ikeda e enviada à ONU em janeiro de 2017. (Leia a proposta na íntegra)

Exemplos como estes tornam-se especiais e ganham repercussão no mundo todo, mas muito além disso, eles nos inspiram a acreditar, que assim como eles, cada um de nós também possui esse infinito potencial para transformar a nossa realidade, o que estamos vivendo aqui e agora. Sobre isso o presidente Ikeda afirma: 

“A capacidade de resolver problemas não é exclusiva de pessoas especiais: é um caminho que se abre diante de qualquer um de nós, quando enfrentamos a realidade, assumindo nosso pesado fardo e agindo com persistência.
Ao compreendermos claramente a natureza das nossas circunstâncias, nós nos transformamos, exatamente como somos, de alguém atormentado pela angústia em alguém que cria a própria felicidade. Além disso, o budismo ensina que essas ondas de transformação se propagam pela rede de interligações que vivemos, repercutindo fortemente no ambiente e em toda sociedade.”

A força capaz de transformar qualquer situação existe dentro de nós. Para ativá-la, precisamos acreditar que nossas ações fazem a diferença e romper o sentimento de impotência que aflige a sociedade contemporânea.


Fonte:

Terceira Civilização, ed. 585, 13 mai. 2017, p. 16
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